ADEUS, MAMÃ!

 


ADEUS, MAMÃ!


*


 


Afogo o meu soluço em parte alguma


Se recordo o menino que gerei


E logo tudo aquilo que não sei


Se dissolve no ar desfeito em espuma.


*


 


Num vão peculiar do meu sentir,


Arrumada a miragem, com carinho,


Lá deixo o meu menino deitadinho,


No mais fundo de mim irá dormir.


*


 


Agora é o poema quem, comigo,


Passeia de mãos dadas, vai à rua,


Dorme na minha cama e, de manhã,


*


 


 Me acorda pr`a que vá brincar consigo...


Depois, mal chegue a noite e veja a lua,


É quem me vem dizer: - Adeus, mamã!


*


 


 


 


 


Maria João Brito de Sousa - 24.01.2008 - 22.36h


 

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