NEM SÓ...
Nem só de ambiguidades e sorrisos Se faz a Poesia de um país E nem sempre se fazem bons juízos Se um poeta, a escrever, diz ser feliz, Pois há sempre uns murmúrios de raiz Sobre as razões pr´a ter, ou não ter, siso, Quem, sendo pobre, não se contradiz E faz surgir, do nada, um paraíso… Por vezes está doente e sente dores Mas, nem que venham mil e um horrores, Alguém pode afirmar que, arrependido, Pudesse ter inveja dos senhores Que falam muito e que recebem flores Apesar de um discurso sem sentido… Maria João Brito de Sousa