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A mostrar mensagens de dezembro, 2022

BOM ANO, BOM ANO!

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Queridos amigos e companheiros de versos, perdoem-me a longa ausência, fruto de mais de uma semana seguida de exames e consultas hospitalares que me deixaram tanto "desmusada" quanto física e psicologicamente esgotada. O cansaço mantém-se mas não poderia eu manter-me em silêncio, nem deixar de desejar-vos boas entradas nesta passagem de 2022 para 2023. Para tod@s vós, BOM ANO, BOM ANO! * Bom ano, bom ano! Por tudo e por nada, sorrindo encantada desejo um bom ano, melhor, mais humano porquanto acertada a hora enganada de algum desengano... * Bom ano, bom ano! Que o seja à chegada da noite marcada por todo este plano que sempre é sob`rano se em mapas traçada não sendo orquestrada por mão de tirano... * Bom ano pra vós e também para mim! Que belo festim, o dos dias por vir, noites pra dormir e manhãs sem ter fim! * Será mesmo assim ou terei de admitir que o quero é sentir e só digo que sim por neste ínterim o não qu`rer desmentir? * Mª João Brito de Sousa

BOAS FESTAS!

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  BOAS FESTAS! * I * Será que é mesmo Natal Sempre que "um homem quiser"? Assim deveria ser, Mas, vendo o mundo real Cada vez mais desigual E tantos sem nada ter Que mais me resta dizer Neste mundo virtual Senão que não há sinal Do Natal que esse homem quer? * II * Cada vez mais e mais fundo Se vai cavando este abismo Que hoje oscila em paroxismo Entre os tais donos do mundo E os que o tornaram fecundo... Por isso é que ainda cismo E creio num Socialismo Que com este não confundo: Mesmo quando em sonho abundo, Renego o proselitismo! * III * Quando este mundo mudar E houver natais a valer Sempre que um homem nascer, Então, mais do que sonhar, Muito mais do que enfeitar As mesas pró receber, Poderemos, sim, escrever E, com certeza, afirmar Que há Natal, sempre a brotar Do "ventre de uma mulher"! * Maria João Brito de Sousa - 08.12.2016 - 14.26h * Entre aspas, versos do poema "Quando um Homem Quiser" de José Carlos Ary dos Santos.   *

DIAS TRISTES - Helena Fragoso e Mª João Brito de Sousa

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  DIAS TRISTES * Coroa de Sonetos * Helena Fragoso e Mª João Brito de Sousa * 1. * Há dias e dias na vida da gente Uns que nos sorriem, outros que até não… Há os que nos fazem torturas à mente… São aos quais eu chamo de " dias de cão".… * Tem uns que são duros e que num repente Emanam tristeza…nos deitam ao chão…. Até nos destroem a alma, a pureza Só nos trazem mágoas, dor na contramão… * Tem dias que tudo nos parece ausente Em que nada vibra, nada se consente… Dias em que o mundo é mera ilusão…. * Enfim, dias tristes em que consciente, Nossa alma chora, sentindo latente A saudade, as mágoas e a solidão… *   Helena Fragoso *** 2 * "A saudade, as mágoas e a solidão" Podem, minha querida, ser tão passageiras Quanto o são as aves, se de arribação, Ou as altas chamas de alguma fogueira * Que ao fim de umas horas se consumirão Pra deixar só cinzas brancas e poeira... Sim, há dias tristes, há "dias de cão", E há dias que são riso e brincadeira * Nesta nossa estr...

FELIZ NATAL! - Com bolinha vermelha

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Imagem retirada  daqui * FELIZ NATAL! (Com bolinha vermelha) * Aos que tendo trabalho não auferem Mais do que uns pós de quanto aos grandes sobra, Feliz Natal!, se a esp`rança em vós soçobra No instante em que da vida nada esperem * Aos que, desempregados, desesperem Por não pagarem quanto a banca cobra, Feliz Natal!, que o desespero é obra Que a muitos fez e faz enlouquecerem * Aos que nas guerras, dum e doutro lado, São carne pró canhão que foi doado Por quem sempre acendeu pavios alheios * Feliz Natal!, que um corpo estilhaçado Não sente dor, nem se sabe enganado: Jamais se verga um morto aos seus receios! * Mª João Brito de Sousa 19.12.2022 - 12.00h ***

LEITURA

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"NESSE DIA DE NATAL"

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À FLOR DO NOSSO ESPANTO

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O Sonho - Marc Chagall * À FLOR DO NOSSO ESPANTO *   "Numa brisa soprada pelo vento", Nas asas de uma pomba que esvoaça, Deponho uma centelha - só! - da graça Que às musas concedeu algum talento * E a minha que, privada de alimento, Murchando se enrugara como passa, Vai retomando, ao vê-la, a antiga traça E de novo recobra algum alento * Voemos pois ainda que pousados No maltratado chão dos nossos fados Ou na magoada voz do nosso canto * Voemos tal e qual bichos alados Sobre as montanhas ou rasando os prados Que irão nascendo à flor do nosso espanto. * Mª João Brito de Sousa 13.12.2022 - 10.40h *** Soneto concebido a partir do último verso do soneto "A Voar" do poeta Custódio Montes.

"COMBO"

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"COMBO" * Metade de mim é gente e a outra metade é Musa: se a primeira está doente, logo a segunda o acusa * E o corpo se me ressente enquanto a mente, confusa, pensa imediatamente que a Musa se lhe recusa * Embora estando consciente de que a dita cuja abusa da metade que, inocente, * Por estar doente se escusa... Sendo esta Musa inclemente, que esperam que o Eu produza? *   Mª João Brito de Sousa 12.12.2022 - 10.50h ***

"SE O NATAL ACONTECESSE"

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RATIO/CUORE - Reedição

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O ELOGIO DO MÉTODO - Reedição

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* O ELOGIO DO MÉTODO - Reedição * Minh`alma é toda feita de inocência, De ternas e selvagens rebeldias E dos pontuais arbustos de imprudência Que brotam junto às margens dos meus dias * Cultivo, sem descanso, inteligência, Privilegio sempre as harmonias E procuro entender – venero a ciência! – Os frutos que colher por estas vias * Quando algo me transcende, não desisto: Guardo para depois o nunca visto No baú dos meus sonhos de menina *   Talvez mais tarde eu ache essas respostas Se as questões forem sendo assim dispostas No tempo a que uma vida nos confina. * Maria João Brito de Sousa 21.08.2011 – 15.18h ***

MENSAGEM

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"ESTAMOS EM PLENA DESORDEM"

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NOITE - Custódio Montes e Mª João Brito de Sousa

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Tela de Paul Cézzane NOITE * Coroa de Sonetos * Custódio Montes e Mª João Brito de Sousa * 1. * A noite tem mistérios e encantos Encontram-se os amigos e as amigas Dança-se a par e ouvem-se cantigas Encobrem-se os amores nos seus mantos * Escondem-se na sombra muitos prantos Indómitos valentes sem fadigas Tecem-se muitos contos e intrigas Há demónios que fingem ser uns santos * De dia vê-se ao longe a claridade De noite vê-se bem mas só ao perto Encobre-se a fraqueza e a idade * Embala-nos o sonho que, desperto, Enfeita tudo à volta. A mocidade Anda durante a noite a céu aberto * Custódio Montes * 30.11.2022 *** 2. * "Anda durante a noite a céu aberto" Um velho e anquilosado sem abrigo Tão gasto quanto um móvel muito antigo Pla pátina do tempo hoje coberto * Pra esse a noite é um local deserto P`rigoso para quem não sente o p`rigo, Mas suave se encontrar um velho amigo Que caminhe ao acaso ali por perto *   E caminhando juntos, juntos olham O céu cheios de estrelas. Que os nã...