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A mostrar mensagens de junho, 2025

NO PÁTIO DA MINHA ESCOLA

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Por favor, suba a  escada invisível.

UM AMOR COMO O MEU - Reedição

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Eu fotografada por meu pai na casa do Dafundo * UM AMOR COMO O MEU * Amor passou por mim. Vinha apressado E cedo, muito cedo, me abordou, Mas deu, ao abordar-me, um passo ao lado, Ou fui eu quem sem qu`rer o assustou... * Retorna, Amor, insiste e é selado Entre nós dois um pacto que assinou Primeiro, Amor, depois, de braço dado, A tonta que de Amor se embriagou... * Se mais tarde morreu, Amor, cansado, Se foi eterno, Amor, enquanto amou, Dir-vo-lo-á um vate consagrado* * Que se perdeu assim que o encontrou... Pode, contudo, estar o vate errado Já que a Amor como o meu nunca o provou! *   Maria João de Sousa 29.06.2018 – 11.38h *** * Referência a Luís Vaz de Camões

A "UMA CHAMA QUE ARDE SEM SE VER" - Reedição

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Imagem gerada pelo ChatGPT *  A UMA "CHAMA QUE ARDE SEM SE VER" * Quem pode ver no Amor chama invisível, se Amor se mostra avesso a definir-se, e se esquiva e se torna intraduzível no instante em que começa a traduzir-se? * Se além, se muito além do que é tangível pudesse, o mesmo Amor, baixinho ouvir-se nalgum sussurro que tornasse audível a dor que Amor inflige ao despedir-se * Diríamos que Amor, sendo sensível, passível de escutar-se e de sentir-se, se em fogo se consome, é combustível... * Mas como pode arder sem consumir-se quando, prá maioria, é impossível para a Vida o jurar sem desmentir-se? * Maria João Brito de Sousa 25.06.2015 – 17.16h ***   Soneto Reformulado

POEMA À PRIMEIRA MULHER II - Redição

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                                             *                                               Tela de minha autoria * POEMA À PRIMEIRA MULHER II * Imaculada, afirmo o que não devo: Preencho a funda cova do meu fim Com quanta flor eu colha de um jardim Quimérico, insondável e primevo... * Ingénua, sem sonhar que me descrevo À luz do sonho que nascia em mim, Não fora o negro abismo ser assim Profundo - tanto mais quão mais me elevo -, * Talvez pudesse projectar-me toda Nos versos que me orbitam nesta roda Que aspira a mais que à mera identidade... * Mas, finalmente, o germe do real, Emerge do meu corpo de água e sal, Amadurece e impõe-me outra verdade... *   Maria João Brito de Sousa 20.06.2014 - 16.33h *** Soneto Reformulado

POBREZA - Reedição

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Imagem gerada pelo ChatGPT * POBREZA * * Vestiu-se de veludo e aos cabelos Cruzados por riachos prateados Prendeu dois ganchos lassos, muito usados, Cobertos de pontinhos amarelos... * Meteu os pés inchados nuns chinelos Baratos, duros, gastos e cambados: Deixaram-lhe os dois pés muito apertados, Mas já não se importou... sorte era tê-los! * Sobre os ombros lançou uma mantilha De cor incerta, puída na textura Como o vão sendo as coisas já sem cura * Que viajaram anos na partilha, Mas que a mulher desmente na postura: No mundo dela os restos são fartura. * * Maria João Brito de Sousa - Março, 2016 In A CEIA DO POETA, (inédito) *** Soneto reformulado

VERÃO II - Custódio Montes e Mª João Brito de Sousa

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Imagem gerada pelo ChatGPT *** VERÃO II Custódio Montes e Maria João Brito de Sousa * 1´ * Começo do verão, tempo de praia O tronco nu, ao sol e bem exposto Moreno o corpo, o peito e todo o rosto Vestidos sobretudo de cambraia * * A perna nua, mal se vê a saia, Pulseiras penduradas e com gosto Em junho, julho e todo o mês de agosto E andam namorados de olho posto * * A sombra não se vê, anda apagada O riso gira impante na esplanada Há férias e festas, bailaçào * * Convívios com amigos e jantares Arruadas em festas populares E tudo isso e mais há no verão * * Custódio Montes 22.6.2025 *** 2. "E tudo isso e mais há no verão" Que está a dar os seus primeiros passos Neste ano de recursos muito escassos Como vai sendo moda ou tradição... * * Salto a fogueira do meu coração Que para as outras não encontro espaços E é assim que finto os meus cansaços Quando festejo o bom do São João * * Os mais jovens, erguendo os martelinhos, Arrancam das moçoilas mil risinhos Que podem prometer - ...

O DIA EM QUE O MAR TREMEU - Reedição

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Imagem processada pelo ChatGPT * O DIA EM QUE O MAR TREMEU * "A vista embebe na amplidão das vagas" A velha mãe do jovem pescador Mas nada enxerga além de pranto, dor E um mar que, de tão cru, criava garras * Há quantos dias levantara amarras E se fizera ao mar o seu amor, O seu menino pleno do vigor E da alegria própria das cigarras? * Sobre o areal branco o negro vulto Confronta o mar num derradeiro insulto Ao azul impassível que o roubara * E, toda raiva e fúria, avança agora Rasgando as águas em que o filho mora: Pra quê esperar se a dor já a matara? * Mª João Brito de Sousa 20.06.2022 - 13.45h *** Poema criado a partir do verso final do soneto MATER DOLOROSA de Gonçalves Crespo e inspirado pelas glosas feitas por Joaquim Sustelo ao mesmo texto poético. ***

SONETO SEM TÍTULO IX

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Imagem gerada pelo ChatGPT *** SONETO SEM TÍTULO IX * Vamos lá preparar-nos para a guerra Com fisgas e forquilhas e bengalas Pra tentar defender a nossa terra De bombas de neutrões... e de cabalas! * * Sei bem quanto a ameaça nos aterra: De nada servirá fazer as malas E correr para o mar ou para a serra, Que de mísseis fugimos, não de balas! * * Quem disse "sim" aos yankees na Terceira Hipotecando assim as nossas vidas, Os nossos sonhos, as nossas vontades? * * Quem põe em risco a pátria toda inteira? Quem a quer ver coberta de feridas? Quem nos envolve em tais cumplicidades? *   Mª João Brito de Sousa 25.06.2025 ***

VERÃO - Custódio Montes e Mª João Brito de Sousa

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Imagem gerada pelo ChatGPT * VERÃO * Começo do verão, tempo de praia O tronco nu, ao sol e bem exposto Moreno o corpo, o peito e todo o rosto Vestidos sobretudo de cambraia * * A perna nua, mal se vê a saia, Pulseiras penduradas e com gosto Em junho, julho e todo o mês de agosto E andam namorados de olho posto * * A sombra não se vê, anda apagada O riso gira impante na esplanada Há férias e festas, bailaçào * * Convívios com amigos e jantares Arruadas em festas populares E tudo isso e mais há no verão * * Custódio Montes 22.6.2025 *** VERÃO II * "E tudo isso e mais há no verão" Que está a dar os seus primeiros passos Neste ano de recursos muito escassos Como vai sendo moda... ou tradição * * Salto a fogueira do meu coração Que para as outras não encontro espaços E é assim que finto os meus cansaços Quando festejo o bom do São João * * Os mais jovens, erguendo os martelinhos, Arrancam das cachopas mil risinhos Que podem prometer - quem sabe? - um beijo... * * Pobre do alho por...

ACORDEI - Reedição

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Imagem gerada pelo Chat-GPT  a partir da leitura/processamento do poema * ACORDEI * "Tive pena, muita pena por ser dia" E saber irreal quanto sonhara Naquele instante-quase-alegoria Dum ideal que sempre me guiara * Acordei tarde e cedo entenderia As razões da tristeza em que acordara Num mundo que eu pintara de alegria E que em tragédias mil se me depara. * Em sonhos o criara e já perdia Esse ideal de mundo, essência rara Que em sonho e só em sonho existiria Já que a realidade é sempre avara * E não nos dá sequer a garantia De a madrugada vir a nascer clara Depois da tempestade ou da avaria Ou dos ventos que varrem a antepara * Da barca deste mundo. Que ousadia Sonhar o que sonhei! Isto não pára, Que os loucos de um poder que eu mal sabia Vão abrindo uma f`rida que não sara *   Maria João Brito de Sousa 21.06.2020 - 14.20h * Poema inspirado e criado a partir do último verso do poema "SONHEI..." de Joaquim Sustelo ***  

O MONSTRO

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Imagem Pinterest * O MONSTRO * O Monstro ataca em força quando f`rido Na vaidade que tem ou se pressente Que vai ser confrontado e salta em frente E grita e gesticula enlouquecido... * O Monstro é cauteloso e prevenido Porque antes de atacar aguça o dente E vai falando até fintar a gente Que tremerá, depois, ao seu rugido... * Este Monstro repugna, mas convence: Sabe usar a mentira em seu proveito E raramente hesita quando o faz * E muito embora pouco ou nada pense Já desistiu de andar de cravo ao peito Mas ainda se diz cultor da paz. *   Mª João Brito de Sousa 20.06.2025 -23.24h ***        

SONETO SEM TÍTULO VIII

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Imagem gerada pelo Chat-GPT após leitura/processamento do texto poético * SEM TÍTULO VIII * Tão só te procurasse e não te encontraria: Fosses breve euforia em astro que orbitasse E logo o desenlace, o fim da sintonia, De mim te esconderia até que eu te olvidasse... * Trazes na tua face o sol do meio dia E em perfeita harmonia aceitas que em ti trace Um arco que te enlace em graça e fantasia, Luz que em ti brilharia enquanto eu a mandasse... * Se mais alguém te amasse e eu não soubesse quem, Perguntaria a alguém que o visse ou o soubesse, Mas ninguém te conhece e eu sinto desdém * Por quem não queira bem a quem tanto enaltece Não o que só parece e sim o que É... Porém, Tudo em ti resplandece e eu estou-te sempre aquém... * Mª João Brito de Sousa 20.06.2025 *** À Musa que mora em mim * Soneto Alexandrino com rima entrançada AB,BA,AB,BA - AB,BA,AB,BA - AC,CD,DC  - CD, DC, CD ***