O PÓ NOSSO DE CADA DIA
Acrílico e Óleo sobre Madeira da autoria de Luís Rodrigues * O PÓ NOSSO DE CADA DIA * Eu não resido. Moro, como tantos, Numa casa pequena, envelhecida, Na qual nasceram lágrimas e espantos E o mais que foi compondo a minha vida * Livros? Ele há-os por todos os cantos Da minha velha casa guarnecida Por um pó cinza-claro como os mantos Das monjas a quem nunca dei guarida * Tem, esse pó, uma presença forte E eu que estou em franca minoria Face às suas partículas infindas * Direi que não é coisa que me importe Tê-lo por companheiro noite e dia, Conquanto lhe não dê as boas-vindas. * Mª João Brito de Sousa 27.04.2024 - 17.00h ***