A MUSA E EU
A MUSA E EU * Brincando aos Desentendimentos * Da distraída musa em que me invento Fiz alter-ego; a culpa é toda dela Se o vento amaina e não me enfuna a vela, Se o bote encalha e o verso nasce lento. * Dela é o ponto fraco. O que é talento Também, a bem dizer, lhe cabe a ela... Se assino no final, quase à cautela, É sempre com algum constrangimento. * Tropeça um verso coxo e sonolento Na esquina em que uma rima se afivela Por falhar-lhe uma nota, um mero acento? * Está perdida a toada tagarela De compasso cantante e turbulento... E onde é que a culpa mora se não nela!? * Maria João Brito de Sousa - 19.11.2020 - 15.24h