ALMA DE CORSÁRIO
ALMA DE CORSÁRIO * Punem-me os deuses sempre que insubmissa? Dos deuses zombarei. se necessário. Assim que traga um bom soneto à liça. Um soneto com alma de corsário. * Despojado. contudo. de cobiça. Não aspirando a mais do que um salário. Nem sequioso estando da carniça Que no humano engendra o torcionário * Acendo uma fogueira que se atiça, Inverto o rumo. assumo o seu contrário E dou visib`lidade à coisa omissa * Que nasce do meu próprio imaginário: Minha barca? Uma rolha de cortiça. Meu oceano? O código binário. * Mª João Brito de Sousa 12.05.2022 - 09.00h *** (Sonetos da Matrix II)