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A mostrar mensagens de dezembro, 2025

NATAL - Custódio Montes e Maria João Brito de Sousa

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Imagem gerada pelo ChatGPT *   COROA DE SONETOS *   NATAL * A neve cobre o monte iluminado Nas palhas o menino adormecido Os sinos com um toque enternecido Espalham o evento encantado * Nasceu já o menino anunciado Deitado sobre a cama e aquecido Embora sem ter roupas e despido Mas com todo o calor do povoado * Natal, é nascimento e alegria Para que seja assim no dia a dia Com glória, com fartura e riqueza * Acabe-se a miséria, finde a guerra Que haja sempre alimento sobre a terra Para acabar a fome e a pobreza * Custódio Montes *** 2. * "Para acabar a fome e a pobreza" Será que um Natal basta? Não sei não, Mas tem-se, nesta noite, essa ilusão Ainda que em momentos de incerteza... * Momentos de amargura ou de tristeza Podem render-se face à tradição, Mas não esqueçamos quem não tem nem pão Pra, nesta noite, pôr à sua mesa * Ou quem balas recebe por presente Não por ser menos gente do que a gente Mas porque a guerra pode sempre mais... * Se quem com espada mata à espada morre,...

FOME(S ) II

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Fotografia de Luís Rodrigues * FOME(S) II * Se tens fome do pão que ao rico sobra A força da razão está do teu lado Quando acusas traído o resultado De tudo o que é produto de mão de obra * E se, do que criaste, outrem te cobra O fruto inteiro ou o maior bocado E a ti te deixa pobre e esfomeado Certo de que te cala e que te dobra * Mal sabe que te entrega a força toda, Que essa força em ti cresce e se denoda Indo acender-se em chama renovada * Porquanto se agiganta, alastra em roda, Incendeia-se toda e mais te açoda Ao ver que do que fez lhe sobra um nada * Mª João Brito de Sousa In A CEIA DO POETA ***  

A UMA MANHÃ DE SOL

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  Imagem gerada pelo ChatGPT * A UMA MANHÃ DE SOL * Deixai que entre o Sol e que prove e que trinque, Que toque e que brinque ou que sopre o seu fole Cantando em bemol ou bebendo o seu "drink" E entrando num "link" que em versos se enrole *   Pra que me console e os pés aqui finque Que brilhe, que brinque e que a mim me console Ou que a mim se cole dançando num rinque Vestido de "pink" ... Que não mais me isole * O raio de Sol que hoje me despertou, Que sabe quem sou e que vem deslumbrado Cair no telhado em que moro, onde estou * E que me livrou de outro qualquer cuidado: O resto é passado e este Sol não passou, Por cá se quedou rendido, extasiado... *   ©Maria João Brito de Sousa 29.12.2025 *** Soneto em verso hendecassilábico com rima entrançada

DEIXAI QUE A NOITE ENTRE - Reedição

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Tela de  Luís Rodrigues * DEIXAI QUE A NOITE ENTRE * Deixai que a noite entre, que eu morro de sono E em doce abandono me entrego a Morfeu Que por ser ateu nunca quis ser meu dono Só dono do sono que me adormeceu * Num berço só meu, neste suave abandono, Se gemo ou ressono, que o faça só eu Na noite de breu em que ao dia me abono Sem dor, sem patrono, sem sonhos, sem véu * Nem o medo incréu de fantasmas no escuro... Não sei que futuro, mas trago um passado E ao que era arriscado tornei mais seguro * Pois transpus o muro e deixei-o de lado, Sumido, olvidado. Amigos, vos juro Que um tal sono é puro, nunca amargurado! *   Maria João Brito de Sousa 28.12.2017 – 13.59h *** Soneto em verso hendecassilábico com rima entrançada escrito na sequência do soneto homónimo de Maria da Encarnação Alexandre (MEA)

SEM PAZ NADA FAZ SENTIDO

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Fotografia de Carlos Ricardo * "SEM PAZ NADA FAZ SENTIDO" * I * "Sem Paz nada faz sentido", E a própria Felicidade Traz o ar comprometido De quem fez uma maldade * II * Numa aldeia ou na cidade "Sem Paz nada faz sentido" Porque até a Liberdade Vê o seu rumo traído * III * E em breve terá perdido O sentido da Verdade: "Sem Paz nada faz sentido", Esta é a realidade * IV * Porque quando a guerra invade O mundo desprevenido, Perde o Sonho a validade, "Sem Paz nada faz sentido"! * Mª João Brito de Sousa 19.03.2022 - 11.00h *** Poemeto criado a partir de um verso/mote de Jay Wallace Motta para uma rubrica do Horizontes da Poesia.

(RE)NOVOS LUSITANOS

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Imagem criada no ChatGPT *   (RE)NOVOS LUSITANOS * Tentei erguer um império No coração de um mortal E escrever versos a sério Na barra de um avental *   Disto nasceu-me um mistério Ainda por desvendar: Como pode um verso etéreo Ser tão mais forte que o mar? * Então desfraldei as velas Deste estranho imaginário E fiz das dores e mazelas Um galeão de corsário * Hoje heroica lusitana Dos tempos que vão correndo, Navego na minha cama Sobre os sonhos vou tendo! *   Mª João Brito de Sousa 2002 *** In Arquétipos de Uma Mulher Interrompida  

NATAL

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Na Associação Espaço Memória  fotografada por Carlos Ricardo * NATAL * A neve cobre o monte iluminado Nas palhas o menino adormecido Os sinos com um toque enternecido Espalham o evento encantado * Nasceu já o menino anunciado Deitado sobre a cama e aquecido Embora sem ter roupas e despido Mas com todo o calor do povoado * Natal, é nascimento e alegria Para que seja assim no dia a dia Com glória, com fartura e riqueza * Acabe-se a miséria, finde a guerra Que haja sempre alimento sobre a terra Para acabar a fome e a pobreza * Custódio Montes *** "Para acabar a fome e a pobreza" Será que um Natal basta? Não sei não, Mas tem-se, nesta noite, essa ilusão Ainda que em momentos de incerteza... * Instantes de amargura ou de tristeza Podem render-se face à tradição, Mas não esqueçamos quem não tem nem pão Pra no Natal levar à sua mesa * Ou quem balas recebe por presente Não por ser menos gente do que a gente Mas porque a guerra pode sempre mais... * Se quem com espada mata à espada mo...