SE AMOR DISSECO... IV
(Soneto em decassílabo heróico) I Ai, se um qualquer Mostrengo abocanhasse Meus frágeis ossos velhos, gastos, fracos, E, toda inteira, me deixasse em cacos, Sem que eu fugisse, ou mesmo ripostasse, Ou - ainda pior! - se eu suportasse, Uns dentes feros, grossos como tacos, Que me arrancassem três ou quatro nacos Da muita, ou pouca, carne que sobrasse... II Disseco Medos, para além de Amor E, sem dar troco a seja lá quem for Que venha, lesto, pr`a calar-me agora, Descubro ainda, sem qualquer pudor, Da(s) causa(s) "prima"(s), cada dissabor E, nas mãos de Eva, gestos de Pandora... Maria João Brito de Sousa- 11.06.2016 - 19.23h