SONETO DE AMOR
SONETO DE AMOR * Como julguei eterno o teu sorriso E doce como mel senti teu beijo; Se eterno e doce fora o teu desejo, Ter-te-ia oferecido um paraíso... * De ti, colhi bem menos que o preciso... Ah, pudesse um de nós ter tido ensejo De mudar, por inteiro, o curso ao Tejo No tempo de uma vida e sem aviso... * Soubesse eu transformar um sofrimento Mais desconforme do que uma montanha No passe da magia de um momento * Em nuvem passageira e vaga e estranha... Mas não o soube e, agora, não lamento Ter deixado passar paixão tamanha. * Maria João Brito de Sousa - 01.07.2021- 12.45h