ARY
ARY * Eu digo Ary como quem morde ou beija Uma palavra ainda por escrever No painel da razão de quem deseja Que Ary, já tendo sido, volte a ser. * Encontro Ary num verso em que o reveja Depois de adormecido, acontecer Onde houver estevas, ramos de carqueja E um sol que se recuse a adormecer. * A Ary, que já partiu, não vi partir... Embora a todos caiba decidir, Teimo em reconhecê-lo vivo e são * Nos versos que engendrou e que pariu Quando de rubras rimas se cobriu Pra gritar povo e luta e espanto e pão! * Mª João Brito de Sousa 19.01.2022 - 16.40h *** NOTA - Soneto criado para uma rubrica do HORIZONTES DA POESIA