SE AMOR DISSECO... II
(Soneto em decassílabo heróico) Se tanto teve e, por Amor, a privas De dar-se um pouco, para além de amar, Como pudeste, sem razão, privar A quem te amou nas horas mais excessivas De outras paixões, que teve de calar, Concretas, muito embora criativas, Mas fortes, persistentes, compulsivas... E a todas ignorou, pr`a te agradar? Eu, quando Amor disseco sem parar E mais me encontro enquanto dissecar Amor, nos corações das coisas vivas, Recordo, Amor, que qu`rendo-te abarcar, Não me encontrava, a mim, neste meu Mar Que, hoje, de Amor, me ergueu vagas altivas... Maria João Brito de Sousa - 10.06.2016, 19.30h