Tu, hoje, vens magoada, vens vazia, Vens débil, vens diferente do costume, Como se consumida por um lume Que te queima e que já não te alumia… Vens súbita e, num acto de magia, Invade-me o olfacto o teu perfume... Sou eu quem está magoada e quem se assume A tua humilde serva, ó Poesia… Hoje quero cantar-te e é chorando Que te abraço e te aceito e reconheço Que sem ti nada sou, que nada sei E, se hoje não cantar, cantarei quando For, por fim, meritório o que te ofereço. Mas, por ser o teu dia, eu cantarei! IMAGEM RETIRADA DA INTERNET