CRONOLOGIA
CRONOLOGIA * "Sem lugar seguro ou presença de abraço" Morre enfim o laço que enlaça o futuro Ao bater num muro que se ergue no espaço, No final de um traço tão curto quão duro * Sempre assim foi, juro!, e se me embaraço No caminho lasso de um percurso obscuro, É porque procuro saber por que o faço, Por que, passo a passo, mais me ergo e me curo * Quando tanto aturo para andar por cá... Mas se ao deus-dará espalho os meus "tesouros" Por cristãos ou mouros servidores de Alá, * Quer vá, quer não vá ouvir desaforos, Só lhes deixo esporos. São tudo o que dá Este meu chão já despojado de toros... * Mª João Brito de Sousa 29.05.2022 - 13.40h *** Soneto criado a partir do último verso do soneto FOLHA DE TEMPO de MEA