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POR TEIMOSIA OU PAIXÃO

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  Eu e a minha mãe, Jardim de Algés, 1958 * Fotografia de  António Pedro Brito de Sousa, meu pai * * POR TEIMOSIA OU PAIXÃO * Por teimosia, ou paixão, galguei-te, ó mar que me sondas, à revelia das ondas e contra a voz da razão... Vi espólios de mil naufrágios onde quer que mergulhei e, onde eu mesma naufraguei desprezando os maus presságios, dei com paixões que eram estágios do que nunca alcançarei pois nunca sequer sonhei fazer delas meros plágios, nem suscitaram contágios as que ali presenciei: Em clareiras abissais, tão profundas, tão escondidas, nas quais se geraram vidas que agora não vivem mais pois sob as ondas letais estão pra sempre adormecidas e há tanto tempo esquecidas que não voltarão jamais, vislumbrei restos mortais de mil estradas percorridas E, sem chorar – pois... pra quê? -, guardei, no fundo do peito, mais a noção que o conceito do que, afinal, o mar é: A todo o que se lhe dê, tenha ou não tenha defeito, conserva em funéreo...

POR TEIMOSIA OU PAIXÃO - Reedição

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Tela de minha autoria fotografada e digitalizada por Vítor Martinez *** Por  aqui, se faz favor

POR TEIMOSIA OU PAIXÃO

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