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UM POST MUITÍSSIMO DIFERENTE

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Hoje não há soneto! Ao menos uma opção eu consegui fazer... e escolhi o que daqui vai sair e cujo conteúdo vai ser absolutamente espontâneo, ao correr do teclado e de algumas "penas" que por cá ainda vão permanecendo... também não vai dar para a Fábrica de Histórias. Autores, peço-vos, publicamente, perdão mas não consegui gerir o meu tempo dentro destas limitações todas... vai ser um post-porkedeusker, sem versos nem rimas. Ontem cheguei do hospital a cambalear de cansaço. Movia-me, no entanto, a vontade de publicar o meu soneto do dia, razão pela qual nasceu aquela "composição bucólica" do post anterior, publicada em cima da dead-line do inevitável - e desejável - fecho do Centro Pastoral. Tudo mais ou menos, tudo muito "a segurar pelas pontas", como se não houvesse amanhã... ou hoje. Hoje - afinal havia "hoje"... :) - acordei tarde e más horas, toda partidinha e incapaz de tomar um duche num período de tempo inferior às duas horas que me separ...

"MUDAR O MUNDO" na FÁBRICA DE HISTORIAS

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  Nesta história de "Mudar o Mundo", a grande diferença está na forma de abordar a questão. Quando eu era muito jovem, acreditava que podia mudar o mundo. Hoje, já com cabelos brancos, olho para trás e sorrio... e tenho a certeza de que nunca me restou alternativa. Nem a mim, nem a ninguém... Todos nós, pelo simples facto de existirmos, vamos mudando o mundo, segundo a segundo. Claro que somos livres de mudá-lo da melhor ou da pior maneira possível. É aí, e apenas aí, que, no meu entender, reside o livre-arbítrio. Por isso, hoje vos remeto para um texto que publiquei em Março, no poetaporkedeusker  e que irá, direitinho, para a FÁBRICA DE HISTÓRIAS   Deixo-vos um link para esse texto e outro para a Fábrica de Histórias e - porque não? - um convite para escreverem também.   http://poetaporkedeusker.blogs.sapo.pt/35088.html   http://fabricadehistorias.blogs.sapo.pt/   O texto será, posteriormente, publicado na Fábrica. Vão até lá e descubram como se vai mudando o mundo no dia a...

O COMBOIO

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Que ser era aquele? Imenso, ruidoso como um interminável trovão, atacou-me com a rapidez do raio e não parou, sequer, para me dar o golpe de misericórdia. Atirou-se a mim com a voracidade do tigre e, incompreensivelmente, não ficou para se alimentar da carne que destroçara. Que estranho ser era aquele? Levava no ventre muitos outros seres. Seres com olhos, ouvidos e mãos. Seres conflituosos, agarrados a coisas que não fazem sentido, indiferentes à dor que então me consumia. Que ser tão estranho... Não ameacei as suas crias. Não tentei conquistar as suas fêmeas. Se, acaso, invadi o seu território, fi-lo por absoluta necessidade. Procurava um desses seres que ele levava no ventre e a quem dediquei toda a minha vida. Sei que estou velho e pouco atraente. Durante esta minha insana busca, raras vezes encontrei alimento. Emagreci. Vivi muitos sóis e muitas luas alimentado, unicamente, pela certeza de voltar a encontrar o meu amigo. Aquele por quem daria – e dei – a vida. Aquele que um dia pa...

POEMAS DE RIMA LIVRE

Quando iniciei este Blog tinha em mente publicar, apenas, sonetos clássicos de dez sílabas métricas. Era a minha homenagem à Poesia, em geral, e ao Soneto, em particular. Parece que não há, mesmo, regra sem excepção... O próximo Post mostrar-vos-á mais um trabalho meu a aguarela e pena e um poema de rima livre que tem, exactamente, o mesmo título do quadro.