UM SONETO PARA ANTÓNIO DE SOUSA
UM SONETO PARA ANTÓNIO DE SOUSA * São de astros os dez mastros dos teu dedos E destros os teus estros decantados Que enquanto livres voam são escoltados Por montanhas cobertas de arvoredos, * Picos armadilhados de rochedos, Vales numa vertigem desenhados, Despenhadeiros quase despenhados De alturas outras, que não geram medos. * São de astros feitos, esses teus sonetos, Poeta da casaca de cometas, Razão em suspensão sobre os afectos * Que calam, nos silêncios que prometas, A lucidez dos nomes simples, rectos, Que, lá do topo, vão lançando as setas. * Maria João Brito de Sousa - 31.05.2020 - 15.20h