SONETO A PRETO E BRANCO
Escuridão que te exaltas, arrojada, no sincelo da carne em que me sou, mesmo quando de meu não tenho nada, por mais que nada seja o que te dou, Tens sido sempre a cor da minha estrada e a noite que os cabelos me enfeitou quando ao longo da longa caminhada, nela cresci e o mais me abandonou. Se és ausência de cor, o que me importa? Serei da mesma cor, que dizem morta, mas amo a Vida mais do que ninguém E afirmo que nenhuma cor conforta tanto quanto este negro que recorta palavras sobre o branco que as contém. Maria João Brito de Sousa – 09.10.2017 – 12.07h