Mensagens

A mostrar mensagens com a etiqueta rsi

O VIGÉSIMO SEXTO DIA

Imagem
  (Soneto em verso hendecassilábico) Lá vou escada abaixo, coração nas mãos, De asinhas nos pés contra os impossíveis Porque sempre incertos e sempre insensíveis São os meus desígnios tantas vezes vãos... Quantos mais o fazem? Quantos cidadãos Passarão, por mês, horas tão temíveis Que, para os demais, nem sequer são criveis Mesmo quando dizem serem seus irmãos? Se hoje, aos vinte e seis, não chegar... não chega! Tudo se me esfuma, tudo se me nega Nas voltas da dança que me coube em vida Por isso vos digo que se a norma “pega” Terei de aceitá-la, mas vou ver-me “grega” Pr`a manter-me viva e de fronte erguida. Maria João Brito de Sousa -26.09.2017 – 19.57h   Nota – Escrito à pressa e à revelia da musa, entre as duas primeiras idas à caixa do correio. Pode conter erros ortográficos, métricos e até sintáticos.  

SEXTA, DIA 24...

Imagem
  É dia vinte e quatro, sexta-feira De um mês que segue a esteira, mas tropeça, Pois sempre recomeça na carteira E, nesta sexta-feira, não começa... Promessa que é promessa, sem rasteira, Será de outra maneira que se apressa, Assim que reconheça a sua asneira, A ser mais verdadeira, pois confessa; - Depressa, bem depressa, à dianteira, Sairei da fronteira da promessa Que nunca mais se apressa a dar-se inteira... Talvez, segunda-feira, até te peça Que o teu corpo se esqueça da canseira Pra meter na carteira o que lhe interessa... Maria João Brito de Sousa - 25.03.2017 -09.37h ("Brincando" com as angústias bem reais dos atrasos do RSI, em decassílabo heróico e rima cruzada...)