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CESSE TUDO O QUE A ANTIGA MUSA CANTA!

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Outro valor mais alto se levanta...   Lamento muito, mas não poderei proceder hoje à reformulação da estrofe final da minha coroa de sonetos. O "valor" que podem ver no topo do post tem prioridade em relação a uma coroa de sonetos... mesmo que eu partisse do princípio que seria a minha "coroa de glória". Chama-se Spirit, tem cerca de 5 ou 6 meses e pertence ao sexo masculino da família dos felinos urbanos. - O que está o Spirit a fazer em casa da Poeta?Perguntarão vocês, muito pertinentemente. Pois nem eu mesma sei explicar o que está um jovem felino amarelo a fazer, fechado na minha casa de banho... posso fazer-vos a narrativa do estranhíssimo evento, mas vocês, mais uma vez, não me acreditarão... fá-la-ei, de qualquer modo. Fui, esta tarde, à farmácia Buscar (a crédito, claro...) Bactrim para a Lupa que começou agora a apresentar melhorias no seu estado e à vinda, sentei-me um pouco com as minhas duas amigas na esplanada do café. Desta vez não houve muitas gargalh...

TOURO DE MORTE

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  Cego de medo e dor, já nada vê... Confuso e humilhado, o bicho é cego: Roubam-lhe a liberdade, o aconchego De amar a vida sem saber porquê   Corre o sangue no dorso. Já não é Da natureza o seu desassossego. Da vida que viveu com estranho apego Pressente o culminar ... [Olé, olé!]   O público, em histeria colectiva, Estremece inebriado e grita: -Viva! Mas é morte que quer e a morte vem...   Ajoelhou o touro e vai morrendo E eu, que nada fiz mas compreendo, Ajoelho com ele, morro também. Olé! ©Maria João Brito de Sousa 2008 .    

TOURADAS... E O RESTO?

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  Fotografia retirada do blog lavaflow.blogs.sapo.pt   Todos morremos um dia, mas ocorre-me pensar que o poderemos fazer com a dignidade possível e natural do momento. Não me agradaria nada morrer desta forma... Muitos pensarão: - Está preocupada com os touros e esquece-se dos homens mulheres e crianças que, a cada minuto, morrem em idênticas circunstâncias... Nada disso. Eu preocupo-me com os touros E com os homens, mulheres e crianças. Preocupo-me com tudo o que vive, sente e sofre. Preocupo-me e ocupo-me. E é preocupando-me e ocupando-me que me ocorre ter algumas certezas. Uma delas é que há mil e uma maneiras do ser humano (que ainda não morreu nestas ou noutras circunstâncias) ocupar o seu tempo e que torturar animais não é, seguramente, a mais saudável... Há quem se debruce sobre este assunto com maior eloquência e objectividade, por isso vos remeto para trapezio.blogs.sapo.pt/23338.html - MARRADAS  

A FELI(X)CRACIA

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NÃO! - À PENA DE MORTE NOS CANIS PORTUGUESES

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Se me perdi de vós, foi por momentos... No caminho p`ra casa, um cão vadio Olhou-me e tinha fome e tinha frio... E eu, que até ali, toda lamentos, . Vos dirigia, a vós, meus pensamentos, Senti-me igual ao cão! Então segui-o... Dei-lhe todo o meu pão, que isto de brio Também vem da partilha de alimentos. . E, por hoje, só hoje, o velho cão, Que depois quis partir, ir rua fora, Vai de barriga cheia e confortado... . Amanhã outro alguém lhe dará pão! Alguém que o deixará, que irá embora... E qual de nós será o mais culpado? . Hoje, quando regressava do laboratório de análises clínicas.  

ARTE?

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Meus amigos, esta imagem, retirada da Net, é a de um cão que um "artista" Porto Riquenho, de nome Guillermo Habacuc Vargas, utilizou numa exposição de "Arte". O animal foi amarrado a uma coluna da Galeria de Arte e ali esteve, sem comer nem beber durante semanas até que a morte o levasse. Esta situação pode parecer um delírio mas foi real. Guillermo Vargas não só foi premiado pela sua "obra" como convidado a participar na próxima "Bienal Centroamericana das Honduras, 2008". Centenas de pessoas assistaram, diaramente, à agonia do animal, sem que, dentre elas, um único ser humano se levantasse e tentasse arrancar o animal da sua agonia. Passou-me pela cabeça ir, na minha Jangada de Imaginário, até às Honduras, mas  fui forçada a concluir que não conseguiria chegar lá viva. Se algum de vós tiver dúvidas acerca desta macabra exposição, introduzam o nome do "artista" e encontrarão numerosos links com as mais diversas descrições sobre algo qu...

KICO E OUTROS NÃO-HUMANOS...

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  Boas tardes! Chamo-me Kico! O meu primeiro nome ninguém o sabe e nem já eu me lembro... Corria o ano da graça de 2001 quando me abandonaram na autoestrada que liga Cascais a Lisboa. Assustei-me deveras! Os carros passavam por ali a uma velocidade aterradora e eu bem tentava correr mais do que eles... um deles acabou por me atingir e fiquei estendido no asfalto, cheio de dores e impossibilitado de andar. Passou-se muito tempo, mas um desses carros acabou por parar e saiu um jovem casal que pegou em mim e me levou a um veterinário. - Fractura da coluna. Nunca mais anda! - Mas nós não podemos ficar com um cão paralítico. Faça favor de abater! - Os senhores é que sabem... Mas não sabiam nada! Nesse consultório trabalhava- e trabalha -a irmã da minha dona e embora não estivesse, também ela, muito disposta a carregar o fardo de um animal paralítico, sabia que a irmã não conseguiria recusar... A minha dona estava, então, a tomar conta de uma idosa que morava em Paço de Arcos, perto do consu...

ESTES HUMANOS...

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  Muito boas tardes! Sou a... Helder... Estou numa situação bastante delicada! A humana que me adoptou, quando eu era um borracho meio-depenado, e a quem Deus se esqueceu de dar asas e bom-senso, resolveu confundir-me com um rapazinho e deu-me este nome... Esta não é a minha única desgraça! Conforme podem ver, fui acometido por um fungo e... caiu-me a parte de baixo do bico! Bom, eu não percebo muito de Medicina, mas a mãe adoptiva ficou com os cabelos em pé e entrou logo em contacto com alguns columbófilos... - Não tem cura! É um Aspegillus fumigatus e o melhor é abater! Eu era ainda muito pequeno e não percebia nada daquilo! Ela dizia que não, que havia de me curar desse por onde desse... e curou mesmo! O preço foi o bico, mas paciência... já tenho quase um ano e estou farta de pôr ovinhos! Além do mais já me habituei a ela e à minha irmã Pitinha, que mais tarde vos apresentarei. E agora dêm-me licença que está na hora do lanche... -     M. J. B. S.

E.T.

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    Olá! Chamo-me E.T. e sou muito brincalhona! Tenho F.I.V. e por isso não convém nada que tenha filhotes! Não me importo muito porque brinco tanto que nem tenho tempo para grandes angústias existenciais! A Minerva foi a minha mãe adoptiva mas, como não tinha leite foi a outra mãe, (a que usa as patas da frente para dar pancadinhas no aparelho quentinho onde estou deitada...) quem teve que me dar os biberons de leite. Fiz-lhes a vida um bocado negra! Queria mamar de hora em hora e não as deixava dormir! Não interessa! Elas continuam a gostar de mim e eu só paro de brincar para dormir a sesta no PC! E agora, muito boa tarde porque estou cheia de soninho... -   M. J. B. S.    

SOBREVIVENTES - Minerva- 1999-2009

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  Esta é a Minerva. É a única sobrevivente de um saco de lixo, muito bem atado, que foi   encontrado à noite, numa praia, e que tinha mais cinco irmãos de ninhada. Os outros gatinhos já estavam mortos, mas esta minha amiguinha é uma verdadeira "surviver"! Quem quer que tenha ditado à Minerva uma morte por asfixia num saco de plástico, não sabe ter perdido uma excelente amiga. A Minerva é mesmo um doce de animal e já foi mãe "adoptiva" de uma outra gatita que teve uma sorte semelhante... e, por muito que me custe alimentar e dar os devidos cuidados de Medicina Veterinária a estes meus "filhos de outras espécies", sinto que seria bastante menos "boa pessoa" se os não tivesse junto de mim... E quantos poemas e telas me "nasceram" por eles, com eles e para eles...   Claro está que tudo isto dá trabalho! Há rotinas de higiene que têm que ser escrupulosamente mantidas , visitas ao veterinário, desparasitantes, etc., mas é um trabalho muito gr...

AUTARCAS POUCO RACIONAIS E ANIMAIS NÃO HUMANOS...

  Costumo dizer que tenho três grandes prioridades nesta rampa final da minha vida: A poesia, a pintura e os animais não-humanos. Também há quem diga que só os jovens estão convencidos de que podem mudar o mundo... Quando era jovem pensei, com efeito, mudar o mundo. Depois casei-me, fui mãe... e vi-me aflita para que o mundo me não mudasse a mim. Agora, depois de vencida a batalha da maturidade contra os preconceitos vigentes, sei, sem sombra de dúvida, que a única coisa que todos nós NÃO podemos deixar de fazer (mais ou menos conscientemente...) é, relmente, MUDAR O MUNDO. Porque o mundo não só é "composto de mudança" como ele é MUDANÇA na sua essência. E, já que andamos por cá, é sempre desejável que possamos deixar a nossa "impressão digital" no que vai mudando para melhor... Recebi hoje um email da ANIMAL avisando-me sobre as declarações do Presidente da Câmara de Vouzela, que são públicas e foram emitidas no noticiário de ontem, na SIC, razão pela qual posso ta...

ANIMAIS NÃO-HUMANOS

  Não há desculpa que justifique a crueldade para com os animais. Lembro-me de ser muito pequenina e ficar desolada com os espectáculos de tauromaquia que passavam na televisão. O meu pai e o meu avô partilhavam desta minha repulsa, razão pela qual a televisão passou a ser desligada sempre que havia transmissão de touradas. Fora da família havia sempre quem me garantisse que os touros não sentiam nada e, com seis ou sete anos, não podia opôr-lhes grandes argumentos... com excepção daquela certeza "absoluta" de que os cavalos e os touros estavam a sofrer. Hoje, passei o meridiano dos cinquenta e continuo a pensar da mesma forma. Além do mais  adquiri conhecimentos que vieram dar corpo aos argumentos que então não tinha. Sabem que as hastes dos touros são profusamente irrigadas e inervadas e são orgãos importantes para a orientação do animal? Sabem que essas hastes são serradas a sangue frio antes das touradas provocando dores intensas e profundo estado de confusão? Estive, e...

ANIMAIS NÃO-HUMANOS

  Nunca pretendi criar um blog de intervenção social. No sentido corrente do termo, claro está. Porque num sentido mais lato (e mais real) qualquer tipo de escrita TEM intervenção social a partir do momento em que é lida, nem que seja por uma única pessoa. Não tenciono falar de coisa nenhuma que não conheça profundamente e, se há alguma coisa que eu conheça bem, para além da poesia e da pintura, são os animais. Humanos, ou não-humanos. Por isso decidi dedicar este post à ANIMAL, que é uma Oganização à escala mundial que luta pela defesa dos direitos dos animais. De momento, limito-me a publicitar uma acção de manifestação contra o uso do pêlo dos animais não-humanos que terá lugar amanhã, entre as 11 e as 13h, na Rua Garrett -Chiado, frente à CASA DAS PELES. Entre as 15 e as 18h, na Rua Augusta, frente às casas CANADÁ e BUDA. Para quem queira descobrir como esta Organização funciona, fica um endereço: noticias@animal.org.pt       Porque um ser-humano deve SEMPRE ser solidário com os ou...

O GATO

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    O GATO *     Deus tentou um poema... e foi o Gato O melhor que nasceu quando o escrevia Por isso tem o gato uma magia   Que nos fascina, mesmo quando ingrato *   Parece, entre os felinos,  bem pacato,   Mas desde que alcançou autonomia   Tomou, entre os demais, a primazia  E pôs  a bicharada em desacato *     Uns chamaram-lhe deus, outros diabo...   Por uns foi adorado, outros tentaram   Dizimar, por inteiro, a sua raça *   Mas reina, ainda hoje, esse nababo, Sobre as superstições que o renegaram E quando nos conquista, é pela graça. *     Maria João Brito de Sousa-21.012008 - 14.31h