ÀS DUAS POR TRÊS!
… e, às duas por três, tão de repente Que o próprio coração se lhe abalava, Ouvia-se um trovão e lá brilhava, No estro do Poeta, o verso ardente… Assim nascia cada apelo urgente Que ninguém, senão eu, testemunhava, De cada vez que o verso ribombava Anunciando a vinda da semente… Não houve um só momento, um só segundo, Em que, calando aquele apelo fundo, Lhe não surgisse o Verbo! Uma só vez! Não soube se era, ou não, do nosso mundo Mas, quando ouvir de novo, eu não confundo Aquele clamor do; “Às duas por três!”… Maria João Brito de Sousa – 19.01.2011 – 21.