ASAS DE AREIA - Reedição
ASAS DE AREIA * Dos meus antigos sonhos de menina, Recordo a tempestade dos sentidos A fustigar-me o corpo, em tempos idos, Como se amor nascera em cada esquina * Por ti fui, na verdade, peregrina, Cobri-me de paixão, vesti vestidos Que prometiam gozos desmedidos A essa minha essência feminina * Enredada na teia que teci, Tentei perder-me em ti, fiz-me sereia, Ou Ícaro-mulher ardendo em brasas * E ao tombar na praia é que entendi Que as asas que moldara eram da areia Com que as penas se moldam. Nunca as asas. * Mª João Brito de Sousa 03.03.08 - 07.05h ***