UM LENÇOL DE ÁGUA PURA E LINHO CRU
UM LENÇOL DE ÁGUA PURA E LINHO CRU * É lençol de água pura e linho cru, Este amor que se expande e gratifica, Que não tem voz, mas te trata por tu E em ternura te eleva e multiplica, * Tal qual nasce um menino e, todo nu, Reduz a nada a extrema dor que implica O parto, essa memória de baú Que se relê quando já nada a explica. * Cobrimo-lo de panos pra que aqueça, Amparamos-lhe a queda, se tropeça, Tentamos dar-lhe tudo, nada tendo, * E o mesmo fazemos, sem sabê-lo, Se a mão nos obedece ao estranho apelo De um verso que nos nasce e vai crescendo. * Maria João Brito de Sousa – 14.09.2018- 13.14h