A METÁFORA DO LIMOEIRO
A METÁFORA DO LIMOEIRO * Repara que a doce acidez dos limões Não teve intenções de fosse o que fosse E, sendo precoce, releva as razões Das repercussões de quem dela troce. * Mal tomara posse, florira em botões Sem provocações. E conquanto remoce, Mais acre, ou mais doce, mantém os padrões Sem mais ambições que, nestes, sagrou-se. * Verdes e viçosos serão os pomares Se tu os regares quando sequiosos; Tais serão teus gozos, assim que os provares * E se o não negares, mais e mais gostosos Frutos bem cheirosos perfumando os ares, Serão, do que ousares, filhos extremosos. * Maria João Brito de Sousa – 23.01.2019 – 14.43h