O TEU SILÊNCIO, Ó COMPANHEIRO!
(Soneto em decassílabo heróico) Por vezes vem de manso a voz do vento, Murmurar-me em segredo… e diz-me mais, Mais alto e mais audível que as normais Que por cá repercutem qual lamento A que sempre faltou raiva e talento Mas soam como sopram vendavais, Bradando sem cuidar dessoutros ais Que ousem fazem soar seu desalento Porque o sofrem na carne… e se não calam! Aos que possam provar que, quando falam, Bem mais razões terão que os do “poleiro”, Junto o sopro de uns versos que me exalam O vivo odor das brasas que em mim estalam Se te encontro em silêncio, ó companheiro! Maria João Brito de Sousa – 19.04.2014 – 14.48h