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A mostrar mensagens de setembro, 2014

O TEU SILÊNCIO, Ó COMPANHEIRO!

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      (Soneto em decassílabo heróico)   Por vezes vem de manso a voz do vento, Murmurar-me em segredo… e diz-me mais, Mais alto e mais audível que as normais Que por cá repercutem qual lamento   A que sempre faltou raiva e talento Mas soam como sopram vendavais, Bradando sem cuidar dessoutros ais Que ousem fazem soar seu desalento   Porque o sofrem na carne… e se não calam! Aos que possam provar que, quando falam, Bem mais razões terão que os do “poleiro”,   Junto o sopro de uns versos que me exalam O vivo odor das brasas que em mim estalam Se te encontro em silêncio, ó companheiro!       Maria João Brito de Sousa – 19.04.2014 – 14.48h