HÁ POMBAS NO CÉU
Voam no céu, ebúrneas ou cinzentas, As pombas do pombal do bairro inteiro… Quero ver qual irá chegar primeiro Depois daquelas longas voltas lentas. Continuam voando e tu lamentas… Dizes: - Não há paciência nem dinheiro Que cheguem p`ra limpar tanto chiqueiro! Depois tentas mudar-me. Tentas, tentas… Recuso o bairro asséptico, sem vida, Que tens para of`recer-me se, tão só, Aceitasse essas regras que me impões… Há pombas neste céu. Fico rendida Olhando o bando alado e tenho dó De ti, das tuas pobres decisões… Maria João Brito de Sousa Às pombas das Palmeiras Imagem retirada da internet