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A mostrar mensagens de fevereiro, 2009

NA MESA DO CAFÉ

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Na mesa do café éramos quatro Debicando o “lanchinho” habitual. Formávamos um grupo original Que ria livremente e sem recato…   No tempo dessas coisas que relato, Em torno da mesinha, às sete-e-tal, Numa heterogenia acidental, Gastando o nosso riso ao desbarato…   Quatro “velhas” sentadas na esplanada, Na comunhão da mesma gargalhada… Eis o alvo geral das atenções,   Mas nós, que não julgamos mesmo nada, Rimo-nos dessa ideia deformada De quem tirou mil estranhas ilações…       Um prémio de amizade à vossa espera no http://premiosemedalhas.blogs.sapo.pt/       Quase, quase "depois do Adeus"...  

MÁSCARAS DE VIDA

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DIABO À SOLTA *   Eu sou a mascarada hipocrisia: Na minha inglória forma de estar viva Assumo-me em postura defensiva E escapo-me às questões como uma enguia *   Outras vezes, porém, vou disfarçada, Apenas a brincar… sou teatral! Logo mostro quem sou porque, afinal, Pretendo tudo ser e não sou nada… *   Por vezes, de mimética que sou, Torno-me natural porque me dou A tudo o que encontrar à minha volta *   Noutras, porém, sou mesmo traiçoeira E tento dominar a vida inteira Tal qual fosse eu o velho demo à solta… *   Mª João Brito de Sousa 2009 ***     Definido para http://fabricadehistorias.blogs.sapo.pt/     NOTA - Há um desafio à vossa espera no http://premiosemedalhas.blogs.sapo.pt/ . Queiram ter a bondade de ir espreitar....     

O LIVRO DAS MIL COISAS QUE SONHEI

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  Um dia. Mais um dia se passou... Cansaço e esta saudade antecipada Duma amiga que vai, não tarda nada, Desertar desta vida em que encarnou.   Um livro. Mais um livro aqui ficou Das palavras que encontro pela estrada, Da viagem que faço, abençoada Pelas muitas palavras que vos dou.   Uma dor. Outra dor, entre sorrisos... Nesta viagem, quantos prejuízos, E quantas alegrias vos narrei?   Um passo mais. Ainda tantos passos Por dar, nestas palavras, nestes traços Do livro das mil coisas que sonhei...                    

MONTANHAS...

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  No cume da montanha, outra montanha… E outra e outra ainda, por escalar. (nunca a minha escalada irá findar por muito que pareça inútil, estranha…)   No cume da montanha, ali ao fundo, Avisto inesperados horizontes. Respiro fundo e vou subindo os montes Que alcanço na escalada deste mundo.   Um pouco além - quem sabe? - outro caminho Me levará, enfim, de novo ao ninho A que sei pertencer desde o começo.   Comanda-me a vontade… e vou subindo! (ao longe outras montanhas vão surgindo Por trás de cada rocha em que tropeço…)     Maria João Brito de Sousa - 25.02.2009      

ADEUS, AMIGA!

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Adeus amiga das horas cansadas, Dos sonhos breves, da melancolia, Destes desfiles do meu dia a dia E dos passeios, pelas madrugadas.   Adeus amiga do sorriso manso, Das mil corridas pela rua fora, Desta amizade que não vem de agora… Que seja suave a hora do descanso.   Que a tua morte te não traga dor, Que seja um leve sopro e, sem temor, Possas partir de cumprida que estás.   Que nunca o medo do que não conheces Assombre esse momento em que adormeces… Que a vida em ti termine, agora, em paz.        

OS CRIADORES DE AFECTOS

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Sinceramente, fui  [ou talvez não...] Um ser na vertical do seu sentir... Depois serei o que aqui conseguir, A partir desta humana encenação...   Prossigo o meu papel de aceitação Em direcção aos tempos do porvir Porque tenho este dom de pressentir Que outros irão chamar de vocação...   Só não pressinto nada de concreto. Apenas o que pode acontecer Se nos não dermos todos, mais e mais...   Sejamos mais AMOR, porque o afecto, É tudo o que nos pode engrandecer. À vida, a nós, aos outros animais...     Imagem - Pequeno Mundo dos Criadores de Afectos                                   Maria João Brito de Sousa  

O PAPEL NA PEÇA

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  O PAPEL NA PEÇA *   Todos temos papéis na estranha peça Da nossa curta vida ocasional. Alguns pensam que não, mas pensam mal, Outros tentam que o mundo os reconheça *   Pessoalmente, sei que tudo interessa E que agindo em contexto virtual, Posso ser mais concreta e mais real, Do que, em qualquer contexto, uma promessa. *   Assim me cumpro em órbita do mundo No papel de poema em que me afundo Movida pelas forças que me impelem *   A seguir esse impulso. Represento O papel que me cabe, que o sustento Virá do que os meus versos vos revelem *     Maria João Brito de Sousa -22.02.2009 ***     "Fábula e Verdade", tela de Mestre José de Brito, meu bisavô.

O NOVO BLOGUE DA ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE POETAS

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Faço votos para que a nossa associação encontre, na blogosfera, os "ventos de feição" que a auxiliem nesta tarefa árdua, mas gratificante e dignificante, de espalhar pelo mundo a Poesia.                              Permito-me reproduzir o logotipo da Associação Portuguesa de Poetas (APP) - muito embora redimensionado - para prestar a minha humilde homenagem de boas vindas a esta associação, à qual me orgulho de pertencer.   Com efeito, a APP encontra-se já em blogue, e é com profunda alegria que vos deixo neste artigo, bem como nos links laterais do poetaporkedeusker, o seu endereço online  http://appoetas.blogs.sapo.pt/   Deixo - em reedição online - um soneto que dediquei, o ano passado, à Presidente da APP, Exma. Sra. D. Maria Ivone Vairinho.       GUIA DE MARCHA     Lá vais subindo a pulso, é alto o muro, Já suada e cansada, vais parar... E páras, mas de novo irás tentar E nisto tu constróis nosso futuro.   Já na recta final é menos duro Pois sabes que não podes recuar E...

"UM SORRISO NOS OLHOS" e "ASPIRAÇÕES"

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UM SORRISO NOS OLHOS *     Apaguei um sorriso iluminado Porque ao sorrir pecava por excesso... Fiquei toda virada do avesso Com este meu sorriso sufocado. *   Ficou, dele, este esgar semi-esboçado De um riso a qu`rer sair sem ter acesso; Sorrio ainda à espera de regresso, Porque o sorriso, a mim, me foi negado... *   Quem quer este sorriso por nascer, Este sorriso que se vem esconder Por detrás dos meus olhos indiscretos? *   Quem quer este sorriso que sufoca, E vos sorri dos olhos, não da boca, Feito focos de luz sempre directos?     Maria João Brito de Sousa - 2009   *     ASPIRAÇÕES *   Há coisas que eu não dou porque só dou As coisas que esta chama em mim comanda Quando estou debruçada na varanda Olhando uma avezinha que passou. *   Às vezes, já esquecida de quem sou, Quero voar também, mas logo abranda, Esta minha ilusão, esta demanda, De chegar onde alguém jamais chegou... *   Depois, a chama em mim, volta a acender, Lembro essa  ave que, sem perceber, Por instantes guiou meus pe...

"OS PORQUÊS..." e "NASCER E CAMINHAR"

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Cheguei à revelia de quem sou. Fui luz, fui cor, fui bola de sabão... Do fundo desta estranha dispersão Serei cada palavra em que me dou...   Circulo pelo Tempo. Aonde vou Encontro a minha nova dimensão, Desponto em cada vida ou geração Que a vontade-de-ser arquitectou...   Sou tudo o que quiser, quando eu quiser, Para além do meu corpo de mulher, Muito além desta absurda pequenez!   Limites? Só no ponto em que, cansada, Desista de sonhar, fique parada E deixe de sentir tantos "porquês"...     NASCER E CAMINHAR   Desponto nesta terra de lonjuras... Levantado do chão eu trago em mim Este prenúncio de princípio e fim E este sorriso feito de amarguras...   Devolvo-me às ideias, por momentos. Deste lado de mim a vida é breve Mas eu quero bem mais e pairo, leve, No sobrenatural dos pensamentos...   De humana construção e porte altivo, Prometo não parar enquanto vivo! Sou, por dentro e por fora, o que entender!   Trago nas minhas mãos poderes infindos, Transformo tudo em artefactos...

DOIS SONETOS DO DIA III

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MEMÓRIAS...   Recordo a sala clara, o cheiro amigo, As folhas de papel e a grafite... Recordo até - há quem não acredite - Uma ausência total de medo ou p`rigo...   Recordo os traços sobre a folha branca Que as minhas mãos, tão gratas, percorriam... Eram as construções que me sorriam Do incenso queimado e da luz franca...   Os anos que passaram! Muitos? Poucos? - às vezes os ponteiros ficam loucos, dão voltas e mais voltas sem parar... -   Lembro, ainda, a extremíssima atenção Com que olhei, com que ouvi cada lição Ditada por quem estava a ensinar...     SISTEMATIZAÇÃO   Desfeita em mil pedaços, sou mais una! Traduzo-me em mil arcos, mil ogivas, Reflicto-me no sal das coisas vivas Como a água do leito da laguna.   Sou a ordem que surge de outro caos, Divido-me quão mais me multiplico Nessas mil e uma coisas em que explico A força dos meus sonhos nestas naus.   Sou o fruto perfeito desse Além Onde a memória colectiva tem Sua reminiscência primitiva.   Sou soma das vontades de ninguém. S...

CONVERSAS DE CORPO E ALMA

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  (Soneto em decassílabo heróico)   - Sou força de viver, janel a aberta!   Não sou coisa nenhuma, nem ninguém, Sou só um sopro, um nada, o que mantém Teu corpo vivo até à morte certa...   - Pois eu sou bem mais forte e poderoso; Tenho força e poder, nas minhas mãos, Posso até derrubar os meus irmãos Pois sou muito mais belo e vigoroso!   - Quando chegar a "hora", o que serás, Se tanto tendo, nunca encontras paz? - Para que a quero quando a tudo chego?   - Para que, cedo ou tarde, a possas ter… - De que me serves tu se eu tenho o Ser? - Porquanto o tens enquanto to não nego!   Maria João Brito de Sousa - 18.02.2009   Conversado para  http://fabricadehistorias.blogs.sapo.pt/     Imagem retirada da internet    Para todos os amigos que hoje me visitarem, deixo a porta aberta para o Salão de Troféus, para que possam ir buscar o vosso prémio Magic Blog.   http://premiosemedalhas.blogs.sapo.pt    

SONO

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Eu sei-te a mergulhar nos meus sentidos Como a noite ensonada a despontar, Serenamente, em raios de luar, A despontar-me em sonhos proíbidos;   Tu vens na liquidez das tardes nuas, Vestindo uma aparência angelical, Tomar conta de mim - que sou mortal... - Na baça transparência de mil luas...   Nesse último amanhã de cada dia, Vens insuflar de sonho esta harmonia De quem vive há milénios sem ter dono,   Sereno, poderoso e prepotente, Vens confundir futuro com presente Num corpo já passado, ó estranho sono...     Maria João Brito de Sousa -17.02.2009 - 00.53h     "Sono" - Salvador Dali   Imagem retirada da internet

OPÇÕES

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  Sou pobre. Sou mais pobre do que os pobres, Mas sou de "antes quebrar do que torcer". Tenho esta absurda força de viver E um coração com directivas nobres.   Sou das que fica ao lado de quem chora, Por mais difícil que me seja a escolha. Que nada nem ninguém jamais me tolha Este orgulho irreal que nunca implora!   Trabalho - se trabalho! Noite e dia! - Por aquilo que sei que poderia Ser a minha missão,o dom que trago.   Sei bem que estou cansada, estou confusa, Mas nunca irei parar est`alma lusa, Nem privo os animais do meu afago!       23.46h          

PEQUENAS UTOPIAS

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Eu quero-me da cor de novos sóis Em órbitas que estão por inventar! Eu quero-me da cor que vem depois, Quando o novo futuro cá chegar!   Eu quero ir pelo tempo e pelo espaço, Morar na nostalgia duma estrela Como se este meu rumo (que não traço...) Passasse a ser traçado só por ela!   Quero-me império astral, raio de luz,  Vórtice aonde acaba e recomeça Tudo o qu`inda existir depois de mim,   Tudo o que sendo eterno me seduz, Que paira sobre mim como promessa De existir muito além do próprio fim!    Imagem retirada da internet  Nota - soneto datado de 2007    

ESCOLHAS E... ESCOLHOS

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ESCOLHAS     Ah! Não fora tão forte esta certeza De ter ainda tanto por fazer, Das coisas por sonhar, por aprender, Talvez tivesse tempo pr`à tristeza...   Talvez não me sentasse em cada mesa Só pr´a poder criar, poder `screver (é por isto que nunca irei saber se seria feliz tendo riqueza...)   Desfeita nas palavras sou feliz Vivendo do que tenho e sempre quis, Sendo, no fundo, aquilo que Deus quer...   Palavras, esses bens que não se esgotam, Que, passando por muitos que as não notam, É sempre a mim que acabam por escolher...     ... E ESCOLHOS     Este ser-como-sou que aqui descrevo, O ser, exactamente e tal e qual, Aquilo que vos mostro em virtual, Este sobreviver de estranho enlevo,   Todo este não-sei-quê se pinto ou escrevo, Eu, este absurdo bicho, este animal, Que está comigo e que quer ser igual, É tudo o que vos pago, o que vos devo.   Fico, ás vezes, perdida no sentido... Será que alguma vez terei mentido? Mas não penso demais... antes sentir!   (tantas vezes c`os olhos tão v...

FOI ASSIM...

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Cansada das viagens de além-mim Em busca de ideais que eu mesma impus, No rasto dessa estrada que conduz Ao princípio ideal de cada fim,   Que encontrei esta flor nesse jardim. Onde, lá mais ao fundo, há uma luz. É quando a alma inteira se seduz Que sabemos dizer que é mesmo assim.   Se voa a alma em direcção ao nada, Descobre  que tudo isto era uma estrada. (depois... não sei dizer, porque acordei...)   A estrada onde ela foi arquitectada... Retomo a minha busca inalcançada E sei que foi assim que me encontrei.     imagem retirada da internet  

SEM PÉS NEM CABEÇA

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Na perspectiva histórica do ser, Humano por nascença e por direito, Desponta o lado místico e perfeito Ao alcance das asas por nascer...     E sente e toca e quer compreender, E sonda e quer saber se tem defeito… Vem do fundo de si esse seu jeito De não poder estar vivo sem saber…     Eis o Homem de Luz, esse “Ninguém”, No invólucro padrão do que o contém, Partindo à descoberta de quem é     Traz nas mãos o poder de ir mais além E escolhe com a alma que o mantém Nas asas, a crescer, da sua fé…       Era a sua segunda noite de insónia desde os tempos dos céus de chumbo e risos de trovão. Sonhara enquanto acordada, depois… não se lembrava. Eram sonhos bidimensionais, como um ecrã. Entre mil e uma imagens de seres humanos em diferentes estádios do seu crescimento, vira, claramente visto, o título do seu último post: SONETO. Ficou com a ideia de que teria de se levantar para corrigir o erro. Não fora esse o título que lhe dera. Impunha-se corrigi-lo, ...

UMA "POETISA ONLINE" SEM COMPUTADOR...

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Não. Não é de mim que vou falar, desta vez. Embora me não sobre tempo para grandes viagens na blogosfera, faço os possíveis por ir visitando os amigos que conheci no início da minha aventura enquanto "blogonauta"... uma das primeiras pessoas que conheci, por ser uma das concorrentes ao II Prémio Poesia em Rede, foi a Rosa Silva, Azoriana. Lá estava ela com as suas rimas à sua amada Serreta e eu recordo-me muito bem de ter achado muita graça àquilo que pensei ser um pseudónimo pontual. Passados uns tempos, recebo um comentário da Azoriana e acabámos as duas a "poetar" uma para a outra... j á lá vai um ano. Aquilo que, desde o início, mais chamou a minha atenção no http://silvarosamaria.blogs.sapo.pt/   foi a capacidade de trabalho que esta mulher demonstrava. Ela era uma fonte inesgotável de rimas e chegava a fazer autênticas reportagens, em fotografia e verso, sobre as ilhas dos Açores. Ajudava, também, os novos "bloggers" com um blog que criou especificam...

POETA PORQUE DEUS QUER (Lançamento online)

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Foi hoje lançado online o Poeta Porque Deus Quer em suporte de papel, com um prefácio de Eva ( http://escritosdeeva.blogs.sapo.pt/ )   As encomendas poderão ser feitas em     http://autores-editora.blogs.sapo.pt/   À Eva, à Helena e a todos os meus amigos que, de alguma forma, contribuíram para que este sonho se concretizasse, o meu muito, muito obrigada!   E porque um lançamento online não invalida que se estenda a mão a alguém que necessita de uma palavra de conforto (muito pelo contrário!), aqui fica a tal "portinha aberta" para quem também precisa de nós   http://free-stile.blogs.sapo.pt/