A MORTE DO BAOBÁ
Soneto criado a partir do último verso do soneto ÁGUAS DE INVERNO da autoria de MEA - Maria da Encarnação Alexandre *** A MORTE DO BAOBÁ * "Enquanto no tempo a vida se desfolha" Eu tento reter umas quantas folhinhas Escondendo-as do vento pra que mas não colha Ou gritando ao Tempo que são muito minhas * Em vão me debato que não tenho escolha: Uma a uma as perco, todinhas, todinhas, Pró vento que sopra, prá chuva que as molha, Pró solo onde morrem encarquilhadinhas * E quando de todo estiver desnudada De frutos e folhas, sem seiva, sem nada, Saberei que a hora que tanto evitei * Chegou finalmente. De mim sobrará Um tronco sem vida e eu, Baobá, Não mais nas savanas sem fim reinarei. * Mª João Brito de Sousa 18.04.2025 - 23.45h ***