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SONETO A UMA "CHAMA QUE ARDE SEM SE VER"

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SONETO A UMA "CHAMA QUE ARDE SEM SE VER" *   Quem pode ver amor que arde invisível se Amor se mostra avesso a definir-se e se esconde e se mostra intraduzível no instante em que começa a traduzir-se? * Se além, se muito além do que é tangível pudesse o mesmo amor baixinho ouvir-se nalgum murmúrio que tornasse audível o silêncio que deixa ao despedir-se * Diríamos que Amor, sendo sensível, passível de acender-se e consumir-se, é comburente e chama e combustível... * Mas como poderá tanto exigir-se se para a maioria é impossível entrar em combustão e não extinguir-se? * Maria João Brito de Sousa – 25.06.2015 – 17.16h * (Ligeiramente reformulado)   Fotografia de António Pedro Brito de Sousa