SINFONIA DE OUTONO
SINFONIA DE OUTONO * Eram só notas. Muitas nem sabiam Que engenhos as prendiam, alinhadas, Porque eram muito mais que o que podiam Conceber as tangentes fatigadas * Que à tangente passavam, se tangiam Mais notas noutras cordas retesadas Que às vezes, só às vezes, convergiam E as mais das vezes eram dispersadas * Por outras que chegavam ou partiam Com a velocidade de rajadas E nem à convergência respondiam * Mas que bem poderiam ser travadas Por corações que sempre as consentiam Porque soavam doces e afinadas. * Maria João Brito de Sousa - 07.10.2020 - 12.49h Ao Senhor das Nuvens