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O DISCURSO - Reedição

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O DISCURSO - Reedição *   Impõe-se-me um discurso, urgentemente! Aquilo que disser será escutado E há que ter, como tal, muito cuidado, Não se torne a palavra independente *   Que o discurso é, por vezes, inclemente: Nós damos-lhe a função de ser recado E, o tonto,  faz-se ambíguo e torna errado O que, sendo pensado, era inocente *   Porque, ao dizer, desdiz o que foi dito, Ganha vontade própria, é traiçoeiro E, às vezes, transmutado em ditador, *   Consegue desmentir quanto foi escrito, Ilude o alheio ouvido a tempo inteiro E destrói a carreira ao orador! *   Mª João Brito de Sousa 20.05.2008 *** .  

O DISCURSO - Reedição

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O DISCURSO - Reedição *   Impõe-se-me um discurso, urgentemente! Aquilo que eu disser será escutado E há que ter, como tal, muito cuidado, Não se torne a palavra independente *   Que o discurso é, por vezes, inclemente: Nós damos-lhe a função de ser recado E, o tonto,  faz-se ambíguo e torna errado O que, sendo pensado, era inocente *   Porque, ao dizer, desdiz o que foi dito, Ganha vontade própria, é traiçoeiro E, às vezes, transmutado em ditador, *   Consegue desmentir quanto foi escrito, Ilude o alheio ouvido a tempo inteiro E destrói a carreira ao orador! *   Mª João Brito de Sousa 20.05.2008 *** . Na fotografia - que obviamente nada tem a ver com a irónica mensagem deste soneto - eu e o Fernando Augusto Cunha de Sá que comigo foi co-autor da obra RECLUSÃO de Laurinda Rodrigues.