BENS (IM)PRÓPRIOS
Imagem retirada daqui BENS (IM)PRÓPIOS * Tenho uma gata, cactos e uma fonte Que me concede uns versos transparentes Nascidos muito além do horizonte Do consenso das coisas pertinentes. * Estendem-se, esses meus versos, como ponte Entre quem sou e os demais viventes Sem que um único espinho me amedronte; Gata, cactos e eu, somos valentes! * Surge a flauta de Pã tangendo notas Que ecoam nas memórias mais remotas Da fonte de onde os versos vão jorrando * Gata, cactos e eu. Cem mil sentidos Vibrando atentos aos sons emitidos; Vão-se os versos por mil multiplicando. * Maria João Brito de Sousa - 31.10.2020 - 12.29h