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JUGO(S)

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JUGO(S)   *     Estão claros, os dias. Que amarga aridez Os cobre de grês abafando utopias? Nas obras mais pias que julgas que vês, Escondem-se os porquês das razões mais sombrias.   *   Crês que as avalias se as lês e relês, Mas falhas se o crês, porque fazem razias Causando avarias que advogam mercês... Talvez, sim, talvez te ofereçam maquias * Que nem sonharias. Ah, que estupidez Crer que alguma vez as não quererias E as recusarias se, às duas por três, * Não vês, no que vês, senão regalias... Restos, não fatias, virão, mês a mês, Do jugo do arnês com o qual te atavias. *   Maria João Brito de Sousa – 23.02.2020 – 14.48h