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ALICE

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                                                                       Avó Alice e eu fotografadas por meu pai *   ALICE * Amei-te tanto, tanto, minha avó! Louvavas-me os “murais” da grande sala Quando com suave e modulada fala Me garantias: - “Nunca estarás só, * Transbordas vida até chegar ao nó De quanto em ti se exalta e vibra e estala.” A doce voz, porém, depressa cala, Que quem assim me fala há muito é pó * Eras, Alice, a minha avó paterna, Mais maternal que muitas ternas mães, E assim que percebi não ser`s eterna * A tua voz, a voz que ainda tens, Doeu-me tanto, que hoje alço a lanterna E sondo céus e Terra, a ver se vens. *   ©Maria João Brito de Sousa 26.07.2018 – 17.59h ***

ALICE

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Avó Alice e eu fotografadas por meu pai *   ALICE * Amei-te tanto, tanto, minha avó! Louvavas-me os “murais” da grande sala Quando com suave e modulada fala Me garantias: - “Nunca estarás só, * Transbordas vida até chegar ao nó De quanto em ti se exalta e vibra e estala.” A doce voz, porém, depressa cala, Que quem assim me fala há muito é pó * Eras, Alice, a minha avó paterna, Mais maternal que muitas ternas mães, E assim que percebi não ser`s eterna * A tua voz, a voz que ainda tens, Doeu-me tanto, que hoje alço a lanterna E sondo céus e Terra, a ver se vens. *   Maria João Brito de Sousa 26.07.2018 – 17.59h ***

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  ALICE * (minha avó paterna) *   Amei-te tanto, tanto, minha avó! Louvavas-me os “murais” da grande sala Quando com doce e modulada fala Me garantias: - “Nunca estarás só, *   Transbordas vida até chegar ao nó De quanto em ti se exalta e vibra e estala!” Depressa em meu ouvido a voz se cala, Que quem assim me fala há muito é pó... *   Eras, Alice, a minha avó paterna, Mais maternal que muitas ternas mães, E quando percebi não ser eterna * A tua voz, a voz que já não tens, Doeu-me tanto, que hoje ergo a lanterna Pra sondar céus e Terra, a ver se vens. *   Maria João Brito de Sousa 26.07.2018 – 17.59h ***