A VULNERÁVEL
Foi por rumos negados que abraçou As sobras do que a Vida lhe negava E quando descobriu que se enganou Foi só por não saber do que gostava Mas escolheu contudo e, se o negou, Decerto terá sido por ser escrava Do medo que esse rumo lhe apontou Nos sonhos de luar que então sonhava... Perdeu-se muito cedo e nunca soube Que pedaço de mundo ali lhe coube, Que absurda decepção em si crescera Morreu muito mais cedo que o expectável E, quando recordada, é vulnerável À expressão mais banal, menos sincera... Maria João Brito de Sousa - 07.10.2010 - 14.34h Imagem - A Cigana das Sinas - Stuart Carvalhais