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A mostrar mensagens de janeiro, 2021

NOVOS ÓPIOS

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NOVOS ÓPIOS * Fechados sobre nós próprios, Todos nós somos saudade Do tempo em que a liberdade Dispensava microscópios. * Inventamos novos ópios Pra vencermos a ansiedade Destoutra realidade De incerteza e estetoscópios. * Criamos caleidoscópios Para enganar a vontade De usarmos osciloscópios * Pra sondar quem nos invade; Só dos grandes telescópios Se vislumbra um céu que agrade. * Maria João Brito de Sousa - 31.01.2021- 13.00h *** Imagem retirada  daqui

"DAS CINZAS HÃO-DE EMERGIR"

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DESVARIO

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DESVARIO * Passa tranquila, a noite, acorda o dia De cinzento vestido. Em pleno inverno O cinzento é padrão comum, moderno, Sem etiqueta mas com garantia * De chuva, de gelada ventania, De um temporal que me parece eterno... Aberto sobre o colo, o meu caderno Pede, apesar do vento, a poesia. * Zune o vento e as palavras vão nascendo Uma atrás de outra como um longo fio Que as minhas mãos geladas vão estendendo * Num hábil gesto que resiste ao frio E as encadeia como se tecendo A tosca manta deste desvario. *   Maria João Brito de Sousa - 29.01.2021 - 13.59h

MADEIRO A MADEIRO

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* MADEIRO A MADEIRO * Cerra-se a janela, abre-se o postigo De um versejo antigo... talvez a sequela Dessa caravela qu`enfrentou o perigo Sofrendo o castigo no casco e na vela. * Que sina era a dela? Que estranho inimigo Lhe negara abrigo durante a procela? E perco-me nela, e levo-a comigo Crendo que consigo em mim protegê-la. * Volto a reerguê-la. Madeiro a madeiro, Moldo o casco inteiro. A vela enfunada Contempla, encastrada, uma estátua de arqueiro * Que em gesto certeiro rasga a madrugada Abrindo uma estrada. Finda o cativeiro Em que o nevoeiro a deixara encalhada. *   Maria João Brito de Sousa - 28.01.2021 - 12.19h

CORAGEM, JOAQUIM!!!

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CORAGEM, JOAQUIM!!! * Coragem, irmão dos mil versos cantados! Por todos os lados, erguidos do chão, Estão hoje e estarão sempre os olhos focados, Jamais resignados de uma multidão * De amigos armados de um só coração De amor, de atenção e de infindos cuidados Que os vírus malvados nunca afastarão; Tu vais ficar são e nós aliviados * Dos dias passados, do temor sentido... Sim, sempre é temido vírus tão tremendo E eu vou estremecendo por ter percebido * Ter-te acometido um mal tão horrendo... Bem sei, bem te entendo, meu amigo qu`rido; Estás `inda dorido... mas passa correndo! *     Maria João Brito de Sousa - 25.01.2021 - 11.54h   ***   Ao meu amigo Joaquim Sustelo que há vários dias se encontra internado no HSM, vítima do SARS-CoV-2.

COROA DE SONETOS - Maria João Brito de Sousa e Laurinda Rodrigues

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A SANGUE-FRIO * Longos, longos dias de cinza vestidos São tão mais compridos quão mais são vazias As horas tardias dos tempos perdidos Sem versos corridos e sem melodias. * Sem fugas, sem vias, nem novos sentidos, Alastram sofridos tédios, agonias, Neutras sinfonias de sons repetidos Tão só pressentidos, se acaso os ouvias. * Eis as pandemias tiranas e cruas Que invadem as ruas, as casas, os quartos... Medrosos mas fartos, lançamos-lhes puas, * Compramos gazuas, sonhamos com partos, Sofremos enfartos gemendo em cafuas; Ó almas já nuas, seremos lagartos? * Maria João Brito de Sousa - 23.01.2021 - 11.50h *** 2. "Ó almas já nuas, seremos lagartos?" Porque subvertemos o quente no frio? Porque, dos abraços, já ficamos fartos? Porque esvaziamos as horas a fio? * Temos inda alma, que gerou os partos de belos poemas, que falam do rio que corre para o mar, sem medo de enfartos, porque enfrenta a vida como um desafio. * E, todas as noites, que cruzam as ruas, onde corpos sonham com as ...

UM SONETO POLITICAMENTE (IN)CORRECTO, OU NÃO.

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UMA BARATA NO CELEIRO * Não fora a barata rondar-me o celeiro, E o maldito cheiro que assim a delata... Ah, peste que mata! Ah, bicho rafeiro Que destróis inteiro meu trigo! Que lata! * E a fava, a batata, o meu belo sobreiro? Roeste-os, matreiro? Tornaste sucata A nata da nata de um pão tão guerreiro? Se de ti me abeiro, não falha a chibata * E se isto retrata aquilo que sinto, Vais corrido a cinto, bicho virulento, Vil verme sebento que quero ver extinto! * Não senhor, não minto, nem disfarçar tento O que vai cá dentro, mostrengo faminto A quem não consinto um só contra-argumento! * Maria João Brito de Sousa - 25.01.2021 - 09.10h

"TEMOS QUE SEGUIR EM FRENTE"

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A SANGUE FRIO

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A SANGUE-FRIO *   Longos, longos dias de cinza vestidos São tão mais compridos quão mais são vazias As horas tardias dos tempos perdidos Sem versos corridos e sem melodias. * Sem fugas, sem vias, nem novos sentidos, Alastram sofridos tédios, agonias, Neutras sinfonias de sons repetidos Tão só pressentidos, se acaso os ouvias. * Eis as pandemias tiranas e cruas Que invadem as ruas, as casas, os quartos... Medrosos mas fartos, lançamos-lhes puas, * Compramos gazuas, sonhamos com partos, Sofremos enfartos gemendo em cafuas; Ó almas já nuas, seremos lagartos? *   Maria João Brito de Sousa - 23.01.2021 - 11.50h

TODAY`S DARK, DARK SONG

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TODAY`S DARK, DARK SONG (reboot) * Two men lost in space and time, Hungy, thirsty and confused, In a hidden golden mine Took a path they didn`t choose * There, the sun would never shine Nor the moonlight could have use; Night and day just formed a line They might not forget or loose. * Lost their words, they`d be no more, Though some ghosts along the shore Sing old songs to make them sleep * `Cause when beasts wake up and roar, There`s no now, there`s no before, Nor a dream to share or keep. * Maria João Brito de Sousa 21.01.21 - 21.30h