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O MEU GASTO TAPETE DE BEIRIZ

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    Aposto a minha vida, a minha morte E até a lira desta minha musa Na vontade do Homem que recusa Obedecer calado à própria sorte. No que ergue a bujarrona e ruma a Norte, Faz frente à tempestade, arrisca, abusa, E, quando injustiçado, investe, acusa, Aposto. Aposto sempre. Aposto forte. Mas no pavão, no falso e capcioso, No que protesta só pra ter o gozo De se ouvir tanto mais quão menos diz, Nesse tolo fanático e vaidoso Não aposto uma linha das que coso No meu gasto tapete de Beiriz! Maria João Brito de Sousa – 29.03.2018 – 14.46h