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A MORTE DO(S) (DES)ENCANTADOS

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  Quando a revolta já não faz sentido, Esgotada a chama de uma rebeldia, Tudo parecerá estar diluído Numa existência já sem serventia   Em que o verso parece ter perdido O estro, a força e mesmo a valentia, Que antes sentira haver-lhe permitido Fazer sentido, enquanto o garantia.   Chega a derrota e crê-se, então, vencido Por causa de uma simples avaria... Assim se adia o verso, o não-nascido   Que, noutras circunstâncias, nasceria Por algum tempo ainda. É bem sabido Que cedo morre o Poeta, se não cria.       Maria João Brito de Sousa - 24.02.2017 - 11.02h     NOTA - O título deste soneto nasce do título daquele que, caso tivesse chegado a ser editado, seria o último livro do poeta António de Sousa, meu avô.