VERSOS DO DESENGANO - Reedição
Imagem Pinterest * VERSOS DO DESENGANO * O Mundo não me vê. Sou invisível Como as teimosas ervas dos caminhos E estes meus versos frágeis, comezinhos, Não passam de um rumor quase inaudível... * Não fora eu tão humana, perecível E eterna escrava dos meus desalinhos... Mas os astros, amor, morrem sozinhos E nem esse teu deus é infalível! * O que é o Mundo, amor que um dia amei, Senão a rocha astral em que me sei Até que um dia deixe de saber-me * Se os infinitos sonhos que (im)plantei Nos versos dos poemas que engendrei, Não me tornam maior que um simples verme? * Mª João Brito de Sousa 16.04.2022 - 11.45h *** Memorando o soneto VERSOS DE ORGULHO de Florbela Espanca