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VERSOS DO DESENGANO - Reedição

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Imagem Pinterest * VERSOS DO DESENGANO * O Mundo não me vê. Sou invisível Como as teimosas ervas dos caminhos E estes meus versos frágeis, comezinhos, Não passam de um rumor quase inaudível... * Não fora eu tão humana, perecível E eterna escrava dos meus desalinhos... Mas os astros, amor, morrem sozinhos E nem esse teu deus é infalível! * O que é o Mundo, amor que um dia amei, Senão a rocha astral em que me sei Até que um dia deixe de saber-me *   Se os infinitos sonhos que (im)plantei Nos versos dos poemas que engendrei, Não me tornam maior que um simples verme? *   Mª João Brito de Sousa 16.04.2022 - 11.45h *** Memorando o soneto VERSOS DE ORGULHO de Florbela Espanca  

VERSOS DO DESENGANO - Mª João Brito de Sousa e Custódio Montes

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    VERSOS DO DESENGANO * Coroa de Sonetos * Mª João Brito de Sousa e Custódio Montes 1. * O Mundo não me vê. Sou invisível Como as teimosas ervas dos caminhos E estes meus versos frágeis, comezinhos, Não passam de um rumor quase inaudível... * Não fosse eu tão humana, perecível E eterna escrava dos meus desalinhos... Mas os astros também morrem sozinhos E nem esse teu deus foi infalível! * O que é o Mundo, amor que um dia amei, Se não a rocha astral em que me sei Até que um dia deixe de saber-me * E se os infindos beijos que deixei Nos versos dos poemas que engendrei, Não me tornam maior que um simples verme? *   Mª João Brito de Sousa 16.04.2022 - 11.45h ***   Memorando o soneto VERSOS DE ORGULHO de Florbela Espanca *** 2. * “Não me tornam maior que um simples verme” Mas isso é quem pensa sem noção Daquilo que é a humana gestação O tempo do começo no seu germe * Eu nasci são, sem nada que me enferme, Seguindo meu caminho em construção Bem preso à charrua e ao timão Revejo-me orgulhos...

VERSOS DO DESENGANO

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VERSOS DO DESENGANO * O Mundo não me vê. Sou invisível Como as teimosas ervas dos caminhos E estes meus versos frágeis, comezinhos, Não passam de um rumor quase inaudível... * Não fosse eu tão humana, perecível E eterna escrava dos meus desalinhos... Mas os astros também morrem sozinhos E nem esse teu deus foi infalível! * O que é o Mundo, amor que um dia amei, Se não a rocha astral em que me sei Até que um dia deixe de saber-me * E se os infindos beijos que deixei Nos versos dos poemas que engendrei, Não me tornam maior que um simples verme? *   Mª João Brito de Sousa 16.04.2022 - 11.45h ***   Memorando o soneto VERSOS DE ORGULHO de Florbela Espanca *