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PEQUENA SINFONIA

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  Ulisses Duarte - Glosas "Quero cantar palavras com distancia Nos tangos de silencio e violinos Com claves de sol feitas de tranças E sombras com amores clandestinos" Ulisses Duarte "Quero cantar palavras com distância", Por muito que me nasçam das entranhas, Escandi-las e moldá-las na substância Que as torna muito minhas, sendo estranhas, "Nos tangos de silêncio e violinos", Sem coreografias de salões, Com a espontaneidade dos meninos Que arriscam tudo e nada em trambolhões, "Com claves de sol feitas de tranças" Nas indeléveis pautas dos seus dias, Sobre lagos de prata e de águas mansas, Com barcos de papel, nas tardes frias, "E sombras com amores clandestinos" Que em breve, muito em breve, irão chegar E que hão-de decompor-se em novos hinos, Pois tudo o que é menino há-de mudar... Maria João Brito de Sousa - 04.08.2016 - 17.48h   In "A ULISSES DUARTE, UM POETA DE EXCELÊNCIA" - Antologia Poética , Euedito, 2016   Nota - Este...

A MORTE DO POETA

A Livraria-Galeria Municipal Verney organizou, em parceria com a Camâra Municipal de Oeiras, um ciclo de palestras denominado "Quintas Feiras Culturais", que está aberto ao público em Oeiras, na Rua Cândido dos Reis Nº90, a partir das 16.00h. A útima 5ª feira de cada mês é, invariavelmente, dedicado à Poesia e à Associação Portuguesa de Poetas, da qual sou membro. Na passada 5ª feira, Maria Ivone Vairinho, Presidente da APP anunciou a morte de um Poeta português da "velha guarda", o Ulisses Duarte. Fez-se um minuto de silêncio e foi aí que "nasceu", em mim, o soneto que agora publico.         SER, DEPOIS DE SER *       Da cicatriz do SER depois de ser Emerge, no Poeta, o seu legado Na música que o verso, ao ser traçado, Imprime, no futuro, a quem vier. *     Não morre, do poeta, esse poder Pois cada verso seu, cristalizado, Fica connosco, em nós é semeado E cada um de nós o faz crescer. *     Poeta é imortal, juro-vos eu, Que entre tantos nasci e deles her...