EXULTAÇÃO PONTUAL
EXULTAÇÃO PONTUAL * Chegou num céu azul, inda impoluto, O Verão que pensei nunca mais ver, Já que este Inverno deitou a perder Ramadas férteis que nem deram fruto. * Mas ei-lo agora, quente e resoluto, Impondo-se-me aos frutos por nascer, Aquecendo-me ainda, ainda a ser Arauto do meu último reduto. * Por algum tempo - pouco infelizmente - Não tremerei de frio e esquecerei Parte de cada mal que me atormente, * Porque enquanto me aqueça um astro-rei Que para todos nasça, estou contente; Por quanto tempo exulto, é que não sei. * Maria João Brito de Sousa – 22.06.2019 – 10.47h