CONVICÇÕES
CONVICÇÕES * Retorcera-se em espasmos de incerteza, Lutara contra espanto e convulsões E já sentara um espectro à sua mesa Para uma ceia a dois, sem confusões. * Cozinhara um cozido à portuguesa Nas chamas apagadas de uns tições, Porque o que para muitos é surpresa, Dependeu, para si, das convicções. * Sai à rua e... faz sol sempre que chove! Das suas ilusões, nada o demove; Tudo é real porque ele assim o viu. * Não precisa de nada que comprove Que a Terra é uma esfera que se move, Nem crê que uma nascente acabe em rio. * Maria João Brito de Sousa – 12.07.2018 -09.53h **