DA QUALIDADE DOS SONHOS
“Eu hei-de erguer um sonho e ser feliz!” Porém, se inconsistente, o sonho morre Sem chegar ao tal ponto em que descobre Forma de erguer um caule, ousar raiz… Sigo, portanto, um sonho que não quis Usar fruto mordido, haste que dobre, Ou frase que se agita e logo corre Ao encontro de tudo o que se diz… Levo, nele, o princípio desta sede Que não se vê, não se ouve , nem se mede, Num espaço que não seja aberto e justo, Que vai até aonde o próprio o pede - e não por caridade alguém concede –, E sempre é conquistado a muito custo… Maria João Brito de Sousa – 15.01.2012 – 20.34h