MATÉRIA-PRIMA - Reedição
MATÉRIA-PRIMA * Não são de prata fina, ouro-de-lei, De jade, madre-pérola ou diamante, Mas da lava insurrecta, inquietante, Do verbo em que te deste, em que me dei, * Os versos, tantos quantos semeei No torrão duma urgência, a cada instante Da premência tão mais desconcertante, Quão mais distante o tempo em que os plantei * Não colho o verbo frágil, rendilhado, Trágico, maneirista ou delicado: Quero o verbo que assuma o travo puro * Do fruto firme e doce ao ser trincado, Da terra ao ser rasgada por arado Ou do trigo dourado e já maduro. * Maria João Brito de Sousa 21.04.3017 -16.35h *** (Reformulado)