PING-PONG
Quem, querendo dar-me vida, a perde assim Decerto desconhece o que sobrou Desta anímica força que há em mim, Ou desconhece mesmo quem eu sou… Desconhece este jogo até ao fim E o treino de o jogar que me ficou Depois de ter vencido, ao dizer; - Sim! A partida a que a morte me forçou… Mas, sendo assim tão frágil, todos pensam Que o que eu vos relatar será mentira, Exagero, talvez… mera invenção! Neste Ping-pong, à espera que me vençam, Troféu que já ganhei, ninguém me tira! [bolinha que cair… fica no chão!] Maria João Brito de Sousa Imagem retirada da internet