SONETO PARA SAUDAR OS AMIGOS QUE ME ACOMPANHAM
Trago nas mãos o mesmo que tu trazes, Uns pós de um quase nada que não usas, Um punho, erguido aos dias mais audazes, E um punhado – infalível! - de recusas… Grito nas ruas, escrevo-me em cartazes E exalto-me na cor de tantas blusas Que ninguém sonhará a quantos “quases” Reconduzo estas lutas inconclusas… Devo, porém, dizer-te que fraquejo, Que, embora corpo e alma, o meu desejo Seria ir muito além do que consigo… Que importa?! Ele surge sempre um novo ensejo; Se me parece pouco o que em mim vejo, Sempre há-de ser maior por estares comigo! Maria João Brito de Sousa – 23.09.2012 – 19.14h