O FUTURO, SEGUNDO UM PÁSSARO QUE PASSAVA
Eu sei lá que futuro é o das flores, Que impérios estelares não nascerão Neste imenso universo, entre estertores E vislumbres de uma outra dimensão! Eu sei lá quantos sonhos, quantas dores Entre agora e depois, nessoutro então, Em que os gestos dos novos criadores Rumem, talvez, numa outra direcção… Não o posso saber! Sei lá se um dia Mais ou menos longínquo, imprevisível, O mundo inteiro inverte o seu caminho! Sei, contudo, que eu, hoje, poderia Ter dado um pouco mais do que o possível, Ter posto um ovo a mais em cada ninho… Maria João Brito de Sousa – 01.09.2010 -22.35h