ESTRANHO CÉU
ESTRANHO CÉU * Não verás, hoje, esse teu céu estrelado Que as dunas do Sahara atapetaram De nuvens de um tom cobre, acastanhado, Que a luz dessas estrelas ensombraram * E desse denso manto acobreado Emergem folhas soltas que voaram, Só não emerge a luz do despojado Astro rei que as areias destronaram * Que estranho, estranho céu nos cobre agora, Que até o astro rei prende e devora, Usurpando um azul que era tão nosso? * Como a tua, a minha alma inda vagueia, Mas não vê estrelas, só vislumbra areia E é de pó que eu te falo enquanto posso... * Mª João Brito de Sousa 16.03.2022 - 16.45h * Em resposta ao soneto CÉU de Joaquim Sustelo (no dia em que o céu nasceu acobreado)