SONETO QUINTO
SONETO QUINTO * Canto sem voz, mas canto e cantarei Enquanto o coração me for pulsando Aos arrancos, embora, que vai estando Cansado de ser louco... ou servo e rei? * Não sabe que, afinal, eu nada sei E que anda agora em pleno descomando, Ora em louca corrida, ora parando Pra contestar-me as ordens que não dei... * Não fossem a vontade e a razão Correrem a ampará-lo a toda a hora, Teria desistido, o coração, * De ir-me irrigando o corpo em que me mora; Embriagou-se, o tonto, de paixão Num corpo que rebenta... mas não chora! * Maria João Brito de Sousa - 30.09.2021 - 11.00h * Ainda na sequência de um outro soneto do poeta Custódio Montes.