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DONA ELITE DE OLIGARQUIA & SA - Reedição

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DONA ELITE DE OLIGARQUIA & SA *   Das migalhas que ao povo atirava, Dona Elite, pensando melhor, Entendeu ser demais o que dava E que ao povo sobrava vigor *   Porque, quando a migalha abundava, Poderia sentir-se um senhor E atrever-se a sonhar que mandava Em si próprio, apesar de “inferior” *   Dona Elite, prevendo o pior, Sem cuidar do que ao povo faltava Comeu tudo o que, a si, lhe sobrava: *   Comeu pobre e criado e senhor E, por fim, sem notar quanto inchava, Engoliu tudo quanto restava *   Até ver que mais nada, em redor, Preenchia o vazio que gerava E onde, impante e rotunda, orbitava *   Muito alheia ao seu próprio fedor. *   Maria João Brito de Sousa 09.10.2013 – 18.42h ***   NOTA – Soneto em verso eneassilábico com dupla “coda” ou “estrambote”